Em uma operação conjunta com a Polícia Civil do Distrito Federal, a Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu nove ordens judiciais no âmbito da Operação Quimera, deflagrada com o objetivo de desarticular um grupo de mulheres especializadas em golpes pela internet e lavagem de dinheiro.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro de prisão, expedidos pela Justiça com base em investigações da 38ª Delegacia, da Polícia Civil do Distrito Federal.
As investigações levaram à identificação das suspeitas, em um salão de beleza da Capital, responsáveis por causar prejuízos a vítimas no Distrito Federal e em outros estados do país.
Golpe do Falso Intermediário
As ordens judiciais contra as mulheres, que atuavam no golpe do falso intermediador de vendas, foram cumpridas pelos policiais da Gerência Estadual de Polinter e Capturas, da Polícia Civil de Mato Grosso, em Cuiabá.
As investigações tiveram início após uma vítima do Distrito Federal perder mais de R$ 76 mil ao tentar adquirir um veículo Mercedes-Benz anunciado em uma plataforma na internet. Utilizando um nome falso, a criminosa intermediou a negociação de um veículo que, na realidade, pertencia a outra pessoa, sem qualquer relação com a fraude.
Além de perder dinheiro, a vítima também foi vítima de golpe e precisa procurar ajuda profissional para lidar com a situação. Saiba mais sobre como lidar com golpes online.
As suspeitas utilizavam o golpe do falso intermediário, uma modalidade recorrente em plataformas de compra e venda online, como OLX, Facebook e Mercado Livre. Nesse tipo de crime, o golpista se coloca entre o vendedor e o comprador legítimos, manipula as informações e desvia o valor da transação, fazendo vítimas em todo o país.
Base Operacional do Golpe
A partir de investigações qualificadas, a Polícia Civil identificou que os acessos utilizados na fraude partiam de um salão de beleza em Cuiabá, apontado como base operacional do grupo criminoso.
Dentre os alvos identificados, está o titular da internet fixa e a proprietária do salão, que possuia um padrão suspeito de 56 chaves Pix cadastradas, sendo 39 delas aleatórias, além de histórico criminal por estelionato.
Além disso, uma suspeita teve seu número de telefone vinculado aos aparelhos celulares utilizados para aplicar os golpes e para habilitar linhas com dados falsos, inclusive em nome da própria vítima.
Uma das suspeitas possuía 22 chaves Pix cadastradas e antecedentes por estelionato no estado de Sergipe. Outra apresentou movimentação financeira atípica superior a R$ 240 mil em curto período, indício de lavagem de capitais oriundos de múltiplos golpes.
Os golpes online são uma realidade preocupante, portanto, é importante estar atento e tomar medidas para evitar se tornar vítima. Saiba mais sobre como proteger-se contra golpes online.
A Operação Quimera é um exemplo de como a Polícia Civil está trabalhando para desarticular grupos criminosos e proteger as vítimas de golpes online. Golpe de criptomoeda no Brasil: Condenação de campeão de xadrez por golpe de R$ 7,5 milhões
Além disso, a Polícia Civil está trabalhando para aumentar a conscientização sobre os riscos de golpes online e como proteger-se contra eles. Facebook indenizará moradora: Instagram invadido e golpes, saiba como
Agora, é importante lembrar que a prevenção é a melhor maneira de evitar se tornar vítima de golpes online. Saiba mais sobre como proteger-se contra golpes online.
Quando se trata de golpes online, é importante estar atento e tomar medidas para evitar se tornar vítima. Saiba mais sobre como lidar com golpes online.










