O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) protocolou, nesta terça-feira (25), uma denúncia delegado médico contra o delegado Pablo Carneiro. A Polícia Civil de Mato Grosso deve investigar a conduta do policial na prisão de um médico dentro do Hospital HBento, em Cuiabá, na semana passada. O documento foi entregue tanto à diretoria quanto à Corregedoria da corporação, que deverá instaurar procedimento para apurar o caso.
Denúncia contra delegado por prisão de médico em hospital
A iniciativa do CRM-MT ocorre após o episódio registrado no dia 19 de novembro. Na ocasião, o delegado prendeu em flagrante um médico residente em anestesiologia durante uma consulta pré-cirúrgica. Segundo o Conselho, a prisão foi motivada por informações repassadas por um agente de segurança do hospital, que afirmou que o profissional estaria exercendo a medicina de forma irregular.
O Conselho sustenta que o delegado determinou a prisão sem verificar qualquer dado técnico sobre a atuação do residente, profissional habilitado para realizar o atendimento médico.
O presidente do CRM-MT, Diogo Sampaio, esteve reunido com a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, e com o diretor metropolitano, Wagner Bassi. Ele relatou o ocorrido e afirmou que, apesar da boa relação institucional entre o Conselho e a Polícia Civil, a conduta do delegado precisa ser apurada com rigor.
Ademais, Sampaio se reuniu com o corregedor-geral Jesset Arilson Munhoz de Lima e com o corregedor-adjunto Márcio Moreno Vera. Estes informaram que os fatos serão analisados formalmente e a denúncia delegado médico será tratada com seriedade.
De acordo com o CRM, outros profissionais do hospital tentaram explicar ao delegado que médicos residentes são autorizados a atuar e que aquele profissional estava dentro das normas. Mesmo assim, Pablo Carneiro acionou uma viatura para levá-lo à delegacia.
O Conselho afirma ainda que uma médica que tentou intervir foi ameaçada de também ser detida. Ela ouviu do delegado que a viatura “cabia mais presos”.
O CRM-MT informou que dará suporte ao profissional envolvido e acompanhará o desenrolar da apuração interna. Similarmente, a mesma representação será encaminhada à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa e ao Ministério Público Estadual. Para o Conselho, o episódio configura abuso de autoridade e coloca em risco o exercício regular da medicina no Estado. Confira mais informações em notícias sobre o caso.










