O contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá Rodrigo Arruda e Sá publicou uma análise política em que explica a mudança de sua preferência eleitoral. Ele começou a eleição apoiando Ronaldo Caiado, mas passou a defender Flávio Bolsonaro.
Segundo o autor, a troca não foi por conveniência, mas por considerar que Flávio representa hoje o projeto viável de mudança que o Brasil precisa.
Arruda e Sá afirma que sua crítica ao atual governo não é circunstancial. Para ele, depois de décadas de poder da esquerda, o brasileiro já ouviu promessas suficientes para saber que discurso não transforma um país.
O resultado, escreve, foi uma sucessão de oportunidades desperdiçadas, um Estado cada vez mais caro e burocrático, escândalos de corrupção e dificuldade persistente de entregar serviços públicos compatíveis com o que o cidadão paga.
Segurança e economia
Na área de segurança, o ex-vereador defende um Estado que previna o crime, não apenas que apareça depois que ele aconteceu. Ele cita famílias vivendo atrás de grades, comerciantes fechando as portas mais cedo e organizações criminosas ampliando poder.
Arruda e Sá também critica o que chama de inversão: para ele, o Estado precisa estar ao lado de quem cumpre a lei, e a vítima não pode ser esquecida enquanto o debate se concentra nas garantias de quem comete o crime.
Na economia, rejeita a ideia de que o Estado possa gastar indefinidamente e transferir a conta para quem trabalha. Defende responsabilidade fiscal, menos burocracia, liberdade para empreender e segurança jurídica.
Ele cita Mato Grosso como exemplo: a transformação do estado, diz, não aconteceu porque o Estado produziu riqueza, mas porque trabalhadores, produtores e empresários tiveram coragem de investir, produzir e assumir riscos.
Propostas e resultado eleitoral
O autor afirma que as propostas de Flávio Bolsonaro preveem redução e racionalização da estrutura estatal, revisão de despesas, desestatizações, simplificação administrativa e medidas mais rigorosas contra o crime organizado.
Para ele, não se trata de acreditar que um programa sozinho resolverá os problemas brasileiros, mas de escolher uma direção.
Arruda e Sá destaca que o primeiro turno mostrou que a busca por mudança não é pequena. Flávio recebeu 56,1 milhões de votos, 47,03% dos votos válidos, e terminou à frente de Lula.
O resultado, avalia, representa mais do que uma disputa entre dois nomes: revela o tamanho do desejo de mudança existente no país.
Ele também vê na eleição um recado do eleitor ao Congresso. A renovação de boa parte da representação parlamentar mostra, segundo ele, que o brasileiro está menos disposto a aceitar políticos que transformam o mandato em profissão e o poder em benefício pessoal.
“Comecei apoiando Caiado porque acreditava que ele poderia representar a mudança que o Brasil precisava. Hoje, diante das alternativas que chegaram ao segundo turno, entendo que Flávio Bolsonaro é o caminho viável para esse projeto”, escreve.
O autor encerra afirmando que não espera milagres de um presidente, mas coragem para enfrentar problemas difíceis, responsabilidade para administrar o dinheiro público, firmeza para combater o crime e liberdade para quem quer trabalhar e empreender.
“O Brasil não precisa de mais uma promessa de mudança. Precisa finalmente começar a mudar”, conclui.
Rodrigo Arruda e Sá é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.









