O Flamengo entrou em campo na noite desta quinta-feira (8/10/2026) com uma mensagem de protesto contra MP das bets na partida contra o Santos, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. A bola rolou às 19h30 no duelo entre os times com as maiores sequências positivas vigentes nesta edição do Brasileirão.
Os jogadores rubro-negros exibiram a frase “Proibir não é proteger” abaixo do escudo, na área do uniforme onde costuma ficar o patrocinador master. A Betano, antiga patrocinadora master do clube, foi proibida de operar no Brasil por conta da MP, e o Flamengo retirou as menções à empresa.
Protesto contra MP das bets: Manifestação contra a proibição das bets
As menções à Betano apareciam no CT Ninho do Urubu, no uniforme de treino e no de jogo, entre outros ambientes e veículos, e foram retiradas nesta semana. O Santos, por sua vez, suspendeu o contrato com a Novibet após a divulgação da MP e entrou com a marca do Instituto Leão do Mar.
O Instituto Leão do Mar, projeto do próprio Santos lançado em setembro, dedica-se a projetos nas áreas de saúde, educação, esporte, cultura, cidadania, meio ambiente, direitos humanos e combate ao racismo, à intolerância e à violência no futebol. O Santos não exibiu a frase de protesto em sua camisa.
A ação faz coro com outros jogos da rodada; empresas ligadas à ANJL e ao IBJR cederam o espaço nas placas para o manifesto. No decorrer das partidas, mensagens se alternam: “Proibir quem segue as regras favorece quem?”; “Não se muda a regra no meio do jogo”; “A demanda não acaba, apenas muda de endereço”; “A quem interessa o mercado ilegal?”; e “Quem lucra com as bets ilegais?”.
Protesto contra MP das bets: Contexto da medida provisória
A frase “Proibir não é proteger” já havia sido vista nas placas de publicidade dos estádios na volta da Data Fifa. No dia 25 de setembro, o governo Lula anunciou o veto ao funcionamento de casas de apostas on-line, as chamadas bets. Clubes publicaram um manifesto contra a medida, intitulado “fim do futebol brasileiro”.
Dias depois, clubes e federações teriam uma reunião com ministros no Palácio do Planalto, em Brasília, mas o encontro foi adiado. A ideia da reunião era discutir o cenário do esporte depois da edição da Medida Provisória; a expectativa é de que seja debatida, entre outras coisas, uma linha de crédito para socorro financeiro por parte do Governo às equipes.
A assinatura da MP das bets pelo presidente e candidato à reeleição Lula (PT) fez com que clubes tenham que rescindir ou suspender contratos de patrocínio; agora aguardam decisão definitiva do Congresso Nacional. O prejuízo dos clubes da Série A pode passar de R$ 1 bilhão; a conta do prejuízo beira o R$ 1 bilhão.
A possibilidade de protesto havia sido adiantada pelo UOL; o repórter Igor Siqueira informou que o clube se preparava para hipóteses, inclusive colocar protesto na camisa, esperando batida de martelo do presidente BAP. Por meio de Luiz Eduardo Baptista, seu presidente, o Flamengo sempre se posicionou contrário à MP.
Até a publicação da matéria da CNN, o Flamengo era o único time nessa rodada a entrar com a frase de protesto na camisa. A 29ª rodada já vinha recebendo outros protestos, mas nenhum clube, pelo menos até a publicação da matéria, colocou o slogan oficial da ANJL e do IBJR na camisa.










