A vereadora Maysa Leão (Republicanos) classificou como um “espetáculo” a entrega de um dossiê pelo prefeito Abilio Brunini (PL) durante a CPI da CS Mobi. Os documentos foram apresentados faltando 16 dias para o fim das investigações.
CPI CS Mobi dossiê: Acusações de direcionamento
Maysa Leão argumenta que o possível direcionamento na licitação é um fato novo, fora do escopo da investigação principal. Além disso, ela destacou que o prefeito, como chefe do Executivo, detém o poder de fiscalizar as cláusulas contratuais.
“O senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo”, criticou a vereadora, ressaltando que milhares de soluções em 16 dias são impraticáveis.
Debate sobre a PPP da CS Mobi
A parlamentar esclareceu que a arrecadação do estacionamento rotativo retornará à Prefeitura de Cuiabá após a conclusão do Mercado Municipal. Inicialmente, a contrapartida paga pela empresa é progressiva, podendo chegar a R$ 1,94 milhão por mês, conforme o número de vagas.
Ademais, Maysa Leão defende um diálogo mais efetivo entre o prefeito e a CS Mobi para acordar contrapartidas mais vantajosas para o município. Ela citou, por exemplo, a possibilidade da empresa ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da prefeitura.
“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro”, concluiu a vereadora, enfatizando que a decisão final cabe ao Executivo.
No entanto, Abilio compareceu à oitiva com um extenso volume de documentos que levantam suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Ele garantiu, ainda, que a CPI CS Mobi dossiê não “terminará em pizza”. Para mais informações sobre o assunto, acesse dossiê da CPI CS Mobi.










