Dossiê CPI CS Mobi: Maysa critica “espetáculo” de Abilio

Vereadora Maysa Leão critica dossiê apresentado pelo prefeito Abilio na CPI CS Mobi.
Maysa Leão desaprova apresentação de dossiê na CPI CS Mobi pelo prefeito Abilio.
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A vereadora Maysa Leão (Republicanos) classificou como um “espetáculo” a apresentação de um dossiê pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na CPI da CS Mobi. A oitiva ocorreu na quarta-feira (24), faltando apenas 16 dias para o encerramento das investigações.

Dossiê CPI CS Mobi: Ato de Espetáculo

Segundo Maysa, o prefeito entregou um dossiê com suspeitas de direcionamento licitatório em um contrato de 30 anos. Além disso, a parlamentar argumenta que este é um fato novo, fora do escopo original da CPI, que foca no contrato entre a Prefeitura e a CS Mobi. Portanto, a natureza do documento levanta questionamentos.

“Eu falei isso para ele: prefeito, 224 dias depois o senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo. São milhares de soluções para 16 dias, o que é impossível”, declarou Maysa Leão nesta quinta-feira (25).

Ela ressaltou que o Executivo, liderado por Abilio, tem o poder de fiscalizar e garantir o cumprimento das cláusulas contratuais. Por exemplo, verificar se a empresa está cumprindo com o número de pontos de ônibus acordados.

A vereadora ainda esclareceu que a arrecadação do estacionamento rotativo retornará para a Prefeitura de Cuiabá após a conclusão do Mercado Municipal. Além disso, o dinheiro arrecadado com o estacionamento já é do município, que paga contrapartidas progressivas ao contrato.

“A contrapartida que está no contrato é progressiva. Começa com R$ 654 mil por mês e chega no ápice a 1,94 milhão. Se a gente tiver 3 mil vagas de estacionamento na cidade, a gente subsidia quase esse R$ 1,94 milhão. Quando o mercado ficar pronto, a exploração do estacionamento é da Prefeitura”, explicou Maysa.

Maysa Leão enfatizou a necessidade de diálogo entre o prefeito e a CS Mobi para definir contrapartidas mais equilibradas para o município. Ela citou, por exemplo, a disposição da empresa em ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura. Assim, seria um ganho concreto.

“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro, desenhar aquilo que é equilibrado e viável e passar para população. Ele gosta das caixinhas de perguntas, abre uma caixinha de perguntas: vocês concordam? Está na hora de decidir e essa decisão cabe só ao Executivo”, concluiu a parlamentar. Para mais informações sobre as investigações, acesse o dossiê CS Mobi.

Calhamaço de Documentos e Acusações

Abilio Brunini compareceu à oitiva com um volumoso calhamaço de documentos, focando em suspeitas sobre a fase pré-contratual firmada pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Ademais, garantiu que a CPI da CS Mobi não “terminará em pizza”, sinalizando um desfecho firme para a investigação sobre o dossiê CPI CS Mobi.

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