Proibir visita íntima para feminicidas avança em MT

Placa de Assembleia Legislativa com foco na proibição de visita íntima para feminicidas.
Projeto de lei busca proibir visita íntima para condenados por crimes hediondos.
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A possibilidade de proibir visita íntima feminicidas em Mato Grosso pode se tornar realidade. A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa (ALMT) aprovou por unanimidade um parecer favorável.

O Projeto de Lei nº 242/2025, apresentado pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), agora aguarda a segunda votação em plenário. Portanto, a proposta visa restringir o benefício para condenados em regime fechado por crimes graves, como feminicídio, estupro e pedofilia.

Visita íntima para feminicidas: Justiça pondera a medida

Além disso, deputados como Janaina Riva (MDB), Gilberto Cattani (PL) e Faissal Calil (Cidadania) já solicitaram co-autoria do PL. Desta forma, o projeto ganha força e apoio no legislativo estadual.

A proposta ressalta que a visita íntima não é um direito absoluto do apenado. No entanto, em vários países, essa modalidade de visita nem sequer é permitida, como nos presídios federais dos Estados Unidos, por exemplo.

De acordo com o deputado Eduardo Botelho, a iniciativa tem um caráter punitivo-pedagógico. Busca-se, portanto, impedir que criminosos condenados por delitos hediondos usufruam de benefícios que não condizem com a gravidade de seus atos.

A privação de relações sexuais deve ser parte do cumprimento da pena. Isso visa proteger o bem jurídico violado pelo próprio criminoso, como destaca a justificativa do PL. Ademais, a proposta alerta para os riscos à saúde e segurança nos presídios.

Riscos estes incluem a disseminação de doenças e a entrada de objetos e substâncias ilícitas nas unidades prisionais. Por conseguinte, a medida visa também a contenção desses perigos.

É importante frisar que a vedação da visita íntima não afetará as visitas sociais. Estas permanecem garantidas, conforme as regras da Lei de Execução Penal (Lei Federal nº 7.210/1984).

Em conclusão, a possibilidade de proibir visita íntima feminicidas e outros crimes graves avança em Mato Grosso, buscando um sistema penal mais justo e seguro.

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