Melhorias Energisa Tangará da Serra: Cobrança Urgente na ALMT

Representação da audiência pública na ALMT para debater as melhorias Energisa em Tangará da Serra.
Audiência pública na ALMT discute as melhorias Energisa Tangará da Serra e cobra ações da concessionária.
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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (2), em Tangará da Serra, uma audiência pública fundamental para discutir as melhorias Energisa Tangará da Serra. O encontro buscou avaliar os serviços prestados pela concessionária de energia e apresentar as demandas da população.

Debates Intensos pelas Melhorias Energisa Tangará da Serra

O evento, sediado no auditório da OAB-MT, reuniu diversas autoridades, lideranças e a comunidade local. A iniciativa, requerida por deputados como Chico Guarnieri, Dr. João e Wilson Santos, faz parte de um ciclo de debates da Comissão Especial sobre a concessão da empresa no estado. Por conseguinte, a próxima audiência está agendada para Rondonópolis, no dia 16 de outubro.

O deputado Chico Guarnieri informou que outras cidades, como Sinop, também serão ouvidas para compilar reclamações e elaborar um relatório detalhado das demandas, visando apresentar as melhorias Energisa Tangará da Serra necessárias. Contudo, o deputado Chico Guarnieri já solicitou ao Ministério de Minas e Energia a não renovação antecipada da concessão. Ele ressaltou que, se preciso, o STF será acionado para suspender tal renovação, priorizando o fornecimento de energia de qualidade e o respeito à população mato-grossense.

Entre as principais queixas apresentadas estavam a falta de investimentos, falhas na manutenção e um atendimento considerado precário. Leonildo José Nardi, representando a Associação Intermunicipal, protocolou um documento solicitando a substituição da rede monofásica por trifásica e a retirada da rede elétrica de áreas de mata. Além disso, a produtora Hortenila Mantovani, de Cáceres, relatou perdas de alimentos e produção devido à falta de energia frequente, além da fragilidade da rede monofásica, que inviabiliza investimentos industriais.

O prefeito de Nova Marilândia, Jeferson Souto, também reforçou o impacto negativo da falta de energia em produtores de leite, indústrias e famílias. Ele destacou que a região está crescendo, mas sofre com a baixa qualidade do fornecimento, enfatizando a necessidade de investimentos que realmente atendam à população. Em contrapartida, o prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, acredita na possibilidade de ajustes para a efetivação da renovação. Ele pontuou que, mesmo com as falhas, ainda há tempo para correções e a busca por melhorias Energisa Tangará da Serra.

O deputado Wilson Santos mencionou que as queixas populares incluíam tarifas altas, interrupções no fornecimento, baixa qualidade do serviço e dificuldades de comunicação com a empresa. “Não somos contra a renovação, mas é preciso corrigir erros”, afirmou. O deputado Dr. João considerou os debates essenciais para ouvir o clamor dos consumidores, destacando que a energia monofásica é um entrave para a industrialização do estado. “É essencial ouvir a sociedade”, disse. O deputado Eduardo Botelho questionou o processo de renovação antecipada, sem consulta popular, e defendeu a renovação com melhorias no contrato e que acompanhe o progresso do estado, sem repassar todos os custos na tarifa.

Representando a Energisa, Luís Carlos Moreira Júnior garantiu que a empresa está apta a continuar os serviços e que a audiência é complementar a um plano de melhoria contínua. Ele mencionou um investimento recorde de R$ 1,6 bilhão para este ano, com novas cargas, expansão do sistema e melhorias na rede. Ademais, em Tangará da Serra, um novo transformador foi construído em 2024, com planos para mais uma subestação nos próximos três anos.

O contrato atual de concessão, outorgado em 1997, encerra-se em junho de 2026. Portanto, caberá à Aneel e ao Ministério de Minas e Energia decidir pela renovação ou reversão do serviço. Tangará cobra Energisa: melhorias urgentes debatidas.

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