júri em Cuiabá: STJ mantém julgamento de Carlinhos Bezerra

A imagem retrata o júri em Cuiabá, com destaque para decisões do STJ sobre o caso Carlinhos Bezerra e medidas de segurança.
STJ mantém júri em Cuiabá do empresário Carlinhos Bezerra; decisão reforça segurança e foco no processo.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

O STJ negou o pedido da defesa e manteve o júri em Cuiabá do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (15) pelo ministro Og Fernandes.

A defesa pedia o desaforamento do processo para outra comarca de Mato Grosso ou para outro estado. Além disso, os advogados alegaram que a repercussão do caso, a cobertura da imprensa e o fato de Carlinhos ser filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra teriam criado um ambiente de pressão em Cuiabá.

Pedido de desaforamento negado.

Defesa citou repercussão midiática.

Júri permanece na Capital.

Também citaram atos públicos, a criação de um núcleo do Judiciário com o nome de Thays e um manifesto de entidades civis como possíveis influências nos jurados. Além disso, apontaram segurança do réu, que relatou ameaças e uma agressão na prisão preventiva.

Ao negar o recurso, Og Fernandes disse que não houve comprovação de elementos concretos que justificassem a mudança do local do julgamento. Além disso, ele ressaltou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) já havia avaliado que a comoção social, isoladamente, não impede um júri imparcial e que questões de segurança podem ser tratadas com reforço no dia da sessão.

O ministro ressaltou ainda que a jurisprudência do STJ não autoriza transferir julgamento apenas pela ampla divulgação do crime. Portanto, é preciso demonstrar prejuízo objetivo à isenção dos jurados, o que não ocorreu no caso. Assim, o júri em Cuiabá permanece como foco do processo. Leia mais em Eleição da Mesa Diretora avança em Cuiabá e Justiça manda imobiliária devolver valores pagos pelo lote.

Com isso, fica mantido o júri na Capital.

júri em Cuiabá

O acusado, Carlos Alberto Gomes Bezerra, responde por feminicídio contra a ex-companheira Thays Machado e por homicídio qualificado de William César Moreno.

Ele foi preso em flagrante poucas horas após o crime, em uma propriedade rural da família em Campo Verde (137 km de Cuiabá).

Segundo a investigação, Thays conversava com a filha adolescente por telefone quando foi atingida pelos disparos. William tentou fugir, mas foi baleado pelas costas e morreu na calçada.

As investigações também indicam que, horas antes do crime, o acusado teria seguido o casal desde o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, até Cuiabá.

Atualmente, Carlos Alberto está preso na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, após a revogação da prisão domiciliar. Durante a tramitação do processo, ele também permaneceu custodiado na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), em Rondonópolis (218 km de Cuiabá).

Compartilhe :

Veja mais