A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (8), a Operação Basalto para desarticular uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão de comerciantes e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. A Justiça determinou 34 mandados judiciais, sendo 12 prisões preventivas e 22 buscas e apreensão. As ordens são cumpridas em Pedra Preta, Rondonópolis, Itiquira e Cuiabá, incluindo diligências em unidades prisionais do Estado.
Além disso, a Justiça determinou medidas cautelares contra outros 8 investigados, bem como o bloqueio de ativos financeiros ligados a 3 pessoas e a uma empresa. Ademais, a empresa teve as atividades econômicas e financeiras suspensas por suspeita de ter sido utilizada para movimentar e ocultar dinheiro proveniente das atividades criminosas.
A investigação começou em fevereiro de 2025, após uma prisão em flagrante por tráfico de drogas em Pedra Preta. Além disso, a extração revelou cerca de 15,7 gigabytes de informações, entre mensagens, áudios, imagens, comprovantes de transferências bancárias e planilhas. A análise do material levou os investigadores a identificar, segundo a Polícia Civil, uma estrutura organizada e hierarquizada, com divisão de funções entre lideranças, gerentes locais, operadores financeiros, distribuidores de drogas e integrantes responsáveis pelo monitoramento das forças de segurança.
Parte das ordens era transmitida de dentro de unidades prisionais por meio de celulares usados clandestinamente. Ademais, os integrantes mantinham grupos de comunicação para administrar atividades criminosas, controlar valores, prestar contas e repassar orientações de segurança.
extorsão de comerciantes: núcleo da Basalto
Um dos principais focos da investigação é um esquema de extorsão de comerciantes batizado pelos próprios integrantes da organização como “Projeto Caixinha” ou “Projeto Central”.
Segundo a Polícia Civil, documentos encontrados durante a apuração relacionam mais de 50 estabelecimentos comerciais de Pedra Preta que seriam alvo de cobranças periódicas.
Entre os materiais analisados pelos investigadores estão diálogos, planilhas, listas de estabelecimentos, valores individualizados e comprovantes de transferências bancárias.
A investigação também apontou, conforme a Polícia Civil, que contas bancárias de terceiros e uma empresa teriam sido usadas para receber e movimentar valores supostamente obtidos com o tráfico de drogas e as extorsões.
De acordo com o delegado Fabrício Garcia Henriques, responsável pela investigação, o material apreendido durante a Operação Basalto será analisado para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes. A operação é realizada pela Delegacia de Polícia de Pedra Preta.
Para entender como a extorsão de comerciantes se conecta ao financiamento da facção, veja Financiamento da facção: pagamentos e impactos.
Para acompanhar as informações complementares, leia mais no portal: Portal163 – Operação Basalto.









