A investigação da Coordenadoria de Inteligência da Procuradoria Geral do Estado, referente ao esquema milionário de sonegação fiscal, cita o casamento ostentação de Rayssa Modolon Scheffer Santiago e Nivaldo Sanches Santiago, realizado em julho de 2023. Além disso, o casal está na lista de 12 pessoas físicas e jurídicas investigadas. Essa menção, segundo as autoridades, aponta para possíveis estratégias de ocultação de bens de luxo e transição de valores para estruturas empresariais, o que, por sua vez, envolve mais do que apenas celebração social. Leia mais no Portal 163.
casamento ostentação
Além de ter ganhado repercussão nacional pela cobertura midiática, o evento chamou a atenção por seus custos e pela escolha de atrações. A representação afirma que o casamento em questão foi amplamente noticiado pela mídia, com destaque para o valor estimado e para as apresentações de artistas como Wesley Safadão, Matheus & Kauan e Thiago Abravanel. Portanto, o registro sugere uma relação entre o evento de gala e mecanismos de ocultação de patrimônio, algo que as investigações buscam esclarecer com base em documentos fiscais e movimentações de empresas ligadas aos investigados. Ademais, a imprensa manteve o tema em evidência, ampliando a percepção pública de ostentação e, assim, alimentando perguntas sobre responsabilidade fiscal e integridade administrativa.
A cerimônia recebeu 1,5 mil convidados, e a cobertura destacou a decoração luxuosa, com 140 mil botões de rosas no teto, 200 mil rosas pelo salão e 35 mil mudas de orquídeas. Além disso, a imprensa manteve o assunto em evidência, alimentando uma narrativa de ostentação que, segundo os investigadores, pode ter servido para criar camadas de ocultação de ativos. Em paralelo, surgem relatos de que o consumo de itens de alto padrão pode facilitar a transferência de valores entre empresas ligadas aos membros do casal, reforçando a necessidade de cruzar dados com outros órgãos de controle.
- 1,5 mil convidados
- decoração com 140 mil botões de rosas no teto
- 200 mil rosas pelo salão
- 35 mil mudas de orquídeas
Portanto, três anos depois, as manchetes mudaram de foco: agora a suspeita envolve uso de bens de luxo — veículos e imóveis — para ocultar valores sonegados ao Estado. Por exemplo, um apartamento de mais de R$ 3 milhões no Edifício Apogeo foi colocado em nome de Rayssa, porém, segundo as investigações, foi pago por empresas administradas pelo marido e por familiares. Em paralelo, surgem indícios sobre a complexidade de estruturas societárias criadas para justificar transações e movimentações financeiras, o que exige uma atuação estratégica dos investigadores para rastrear a origem dos recursos.
Rayssa é filha de Elusmar Maggi Scheffer, sócio do Grupo Bom Futuro e conhecido como o “barão do agronegócio”. Em meio a esse contexto, as investigações citam o chamado “casamento ostentação” como elemento relevante para as pistas de ocultação. A depender dos próximos desdobramentos, a narrativa poderá ganhar novas camadas, com perguntas adicionais sobre padrões de consumo, relações familiares e eventual interferência de terceiros na gestão de ativos.
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