Juíza nega bloqueio de bens em ação de Stopa contra Abilio

Decisão da juíza Celia Regina Vidotti
Juíza nega pedido de tutela de urgência para bloquear bens em ação popular contra prefeito de Cuiabá
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Em uma decisão importante, a Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá negou pedido de tutela de urgência para bloquear bens em ação popular movida pelo ex-vice-prefeito de Cuiabá José Roberto Stopa contra o prefeito Abilio Brunini, por conta de irregularidades administrativas.

Segundo a juíza Celia Regina Vidotti, a medida de indisponibilidade de bens é excepcional e exige demonstração de fundado receio de dissipação patrimonial, não sendo suficiente a mera alegação de irregularidades administrativas.

Irregularidades no contrato

Entre as irregularidades apontadas por Stopa estão a divergência entre a data de assinatura do contrato, em 01/01/2025, e a publicação na Gazeta Municipal, em 22/05/2025, com valor de R$ 11.292,00. Além disso, o contrato ficou sete meses sem gestor e apresentou déficit orçamentário de 41,67%.

Stopa pedia a anulação do contrato e bloqueio de bens, com o objetivo de condenar os envolvidos ao ressarcimento de R$ 5.136.000,00 por superfaturamento, além de outros valores pagos indevidamente.

No entanto, a juíza Celia Regina Vidotti considerou que não há indícios de movimentações suspeitas ou esvaziamento patrimonial, portanto, indeferiu o pedido de tutela de urgência.

Os réus serão citados para apresentar defesa. O Ministério Público acompanha o caso.

Leia também: Ação Popular: ex-vice-prefeito de Cuiabá questiona contrato com empresa de saneamento

Assim, ausente, neste momento processual, a demonstração do periculum in mora, consistente no risco concreto e iminente de dissipação patrimonial, indefiro o pedido de tutela de urgência, afirmou a magistrada.

Em nota à imprensa, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras concluiu que “uma análise integral do contrato e dos documentos que compõem o processo administrativo demonstra a regularidade do procedimento”.

Em conclusão, a decisão da juíza Celia Regina Vidotti destaca a importância de garantir a regularidade dos procedimentos administrativos e evitar a anulação de contratos sem justa causa.

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