PF investiga venda de decisões judiciais no STJ

Representação visual de documentos jurídicos sendo transacionados.
Investigação sobre a comercialização ilegal de sentenças judiciais em andamento.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

A Polícia Federal solicitou autorização ao ministro do STF, Cristiano Zanin, para aprofundar a investigação sobre a venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação Sisamnes, que deu início a tudo, partiu da análise de conversas no celular de Roberto Zampieri, um advogado mato-grossense que foi executado em dezembro de 2023. Agora, a corporação busca identificar novos personagens envolvidos, incluindo a filha de um ministro da Corte.

Aprofundamento na Venda de Decisões Judiciais

Segundo reportagem do Estadão, um relatório parcial da PF aponta a empresa Fource e seus sócios, Haroldo Augusto Filho e Valdoir Slapak, como o núcleo central do esquema de venda de decisões judiciais. Haroldo, em particular, teria “influência direta” em gabinetes do STJ. Além disso, ele mantinha um relacionamento pessoal com uma advogada que é filha de um membro da Corte.

No entanto, ambos os sócios da Fource negaram categoricamente qualquer envolvimento em atuações que favoreçam decisões de interesse de empresários. Conforme a investigação, os sócios da Fource identificavam os processos de interesse econômico da empresa e, então, acionavam dois contatos chave: Roberto Zampieri e o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, também de Mato Grosso.

Andreson, que atualmente está em prisão domiciliar, atuava como lobista nos casos. Portanto, sua função era crucial para o andamento das articulações. Zampieri, por outro lado, era o intermediador principal. Ele organizava as demandas, ajustava encaminhamentos e articulava contatos externos, facilitando a logística da operação.

Já Andreson de Oliveira Gonçalves, com sua atuação em Brasília, focava no Superior Tribunal de Justiça. Ele utilizava seu acesso privilegiado a servidores e gabinetes para gerenciar prazos, minutas e pautas processuais. Assim, sua participação era vital para manipular o andamento dos processos.

Após apresentar o relatório parcial, o delegado da Polícia Federal, Marco Bontempo, solicitou seu afastamento do comando do caso. Em Mato Grosso, as investigações relacionadas já levaram ao afastamento dos desembargadores Sebastião Moraes Filho e João Ferreira Filho. Para mais detalhes, confira a reportagem completa do Estadão. Você também pode receber notícias em tempo real entrando na comunidade de WhatsApp do Rdnews.

Compartilhe :

Veja mais