Podemos cortejado pelas chapas fortes
Podemos cortejado pelas chapas fortes atrai atenção na reta final de definições para as eleições de 2026 em Mato Grosso. O partido, liderado por Max Russi, vê seu papel ganhar relevância conforme as alianças se engrenam e as estratégias se delineiam. A cada levantamento, cresce a percepção de que a sigla pode influenciar a composição de chapas, especialmente quando se observa o avanço de diferentes blocos no estado. Em termos de leitura política, a tendência aponta para uma atuação mais estratégica do Podemos, que busca manter capilaridade e espaço para barganhar posições significativas.
Além disso, o Podemos avalia opções: compor com o grupo governista para apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos) ou, alternativamente, apoiar Wellington Fagundes (PL), já homologado como candidato ao Governo, podendo indicar o vice na chapa. A leitura de observadores aponta que a decisão dependerá de fatores como convergência de projetos, equilíbrio de forças e a possibilidade de manter uma voz independente em temas relevantes no estado. Conforme apurado pelo Portal 163, a equação não está fechada e as conversas devem avançar nas próximas semanas.
Além disso, o partido, que tem Max Russi como principal quadro na ALMT, também não descarta lançar candidatura própria. No entanto, o próprio Max chegou a ser cotado, mas descartou a hipótese, sinalizando o empresário Elson Ramos como opção. Esse movimento demonstra o cuidado com o timing, porque uma candidatura própria exigiria recursos, tempo de campanha e uma base de apoio suficiente para sustentar o debate público sem comprometer acordos estratégicos já em curso.
Essa é a leitura da cientista política Christiany Fonseca: a tendência é que a sigla opte por apoiar uma das candidaturas já postas, e o bom trânsito do presidente entre os principais grupos reforça essa hipótese. “O deputado Max chegou a indicar quatro mulheres para vice do Otaviano Pivetta e, recentemente, esteve reunido em Brasília com o Valdemar Costa Neto para saber se o projeto do Wellington Fagundes estava consolidado”, recordou.
No entanto, dentro do grupo de Wellington pesa a proximidade do presidente da ALMT com a deputada Janaína Riva (MDB), pré-candidata ao Senado. No fim de semana, ficou definida a aliança entre PL e MDB no Estado. Essa proximidade aparece como fator relevante para a estratégia da sigla, que busca manter diálogo com diferentes frentes para manter peso institucional.
Além disso, o bolsonarista Wellington ainda tem a vaga de vice aberta, o que pode atrair o Podemos. “O Max Russi disse que o critério do Podemos não seria indicar o vice, mas isso pode vir a acontecer. E o Wellington pode oferecer essa vaga, porque, para ele, o melhor vice será aquele que agregar mais politicamente. E o Podemos tem essa capilaridade”, explicou Fonseca.
Ainda assim, já Pivetta não recua da intenção de contar com o Podemos, justamente por conta do capital político que a sigla possui. Se a vaga de vice na chapa já está definida, com o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), outros temas podem atrair o partido. Por fim, dentro das discussões, um dos compromissos pode estar relacionado à Mesa Diretora da Assembleia. O Max Russi deve estar entre os mais votados do Estado, provavelmente será o mais votado, e isso o credencia a buscar novamente a presidência.
A convenção do Podemos está marcada para iniciar às 12h30, em Cuiabá, com previsão de encerramento às 17h. Para acompanhar as atualizações, leia mais em Portal 163.









