Uma bebê de apenas 10 meses apresenta traumatismo cranioencefálico após ser atingida na cabeça por um rodo durante uma briga entre os próprios pais, na noite de quarta-feira (29), em Confresa. A situação evidencia violência doméstica e coloca a criança em situação de risco, exigindo resposta rápida das autoridades e da rede de proteção.
A criança chegou ao Hospital Municipal de Confresa, onde a equipe médica constatou sinais de agressão; os pais foram vistos deixando a unidade. Em casos como este, é essencial manter a vítima sob monitoramento neurológico e realizar exames de imagem para avaliar a gravidade e orientar o tratamento.
A adolescente de 15 anos, mãe da criança, chegou a afirmar à polícia que “seria melhor se ela morresse”, o que reforça a necessidade de medidas protetivas imediatas. O uso de linguagem agressiva contra a própria filha aumenta a gravidade da situação e sustenta a avaliação de risco pela rede de proteção.
O hospital acionou a Polícia Militar, que registrou o ocorrido. A investigação, que já está em estágio inicial, busca apurar o que aconteceu e quem teve participação direta nos episódios de violência.
Conforme o relato da adolescente, houve discussão com o companheiro, momento em que ela pegou o rodo e o atingiu na cabeça; o homem teria revidado arremessando o objeto de volta, atingindo a filha que estava em seu colo. Além disso, o relato traz elementos que ajudam a compreender a dinâmica de risco para a criança e a necessidade de proteção imediata, incluindo restrições de convívio e medidas de proteção durante o curso da apuração.
Como a criança não parou de chorar, eles teriam decidido levá-la ao hospital; porém, já na unidade, ela disse aos policiais que não queria mais a filha, chegando a falar que “seria melhor se ela morresse”. Tais falas indicam gravidade emocional e a possibilidade de sofrimento infligido à criança, o que mobiliza o Conselho Tutelar e o Ministério Público a atuarem com prioridade.
O homem confirmou a dinâmica da briga, acrescentando que o episódio teve início porque a companheira teria colocado um piercing sem consentimento. Em contextos de violência, esse tipo de argumento muitas vezes não apaga a responsabilidade dos envolvidos, mas serve para investigações sobre circunstâncias do caso e motivos subjacentes à agressão.
O médico plantonista informou que a bebê passou por exames de imagem, e que os resultados ainda não haviam sido concluídos. Na avaliação clínica inicial, a criança apresentava vômitos, episódio de perda de consciência e choro inconsolável, sinais sugestivos de traumatismo cranioencefálico. Ela permanece internada em observação, recebendo suporte neurológico e monitoramento contínuo. Além disso, a equipe médica coordena a comunicação com familiares responsáveis pelo cuidado da menina, buscando assegurar o melhor cuidado possível durante a internação.
Diante da gravidade, o Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e adotar as medidas de proteção à criança, incluindo possível afastamento de familiares e encaminhamentos para abrigos ou serviços socioeducativos, conforme necessidade e avaliação do caso.
Os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado e será investigado, com a participação de equipes especializadas em violência doméstica e proteção a menores. A apuração deve esclarecer a participação de cada envolvido e orientar as providências legais cabíveis para a segurança da criança.
- Identificado traumatismo cranioencefálico na bebê de 10 meses.
- Autores são os pais, ainda sob investigação pela Polícia Civil.
- Conselho Tutelar atua para proteger a criança.
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