O caso envolvendo o prêmio Mega Sena 29 milhões volta às manchetes; portanto, a disputa não se restringe apenas à ex-funcionária, ao proprietário da casa lotérica onde a aposta foi realizada e à Caixa Econômica Federal. Além disso, outros três apostadores, que também acertaram os seis números, reivindicam participação, com o montante retido até a conclusão de uma decisão judicial.
prêmio Mega Sena 29 milhões
A controvérsia remonta ao sorteio de agosto de 2023. Uma aposta com rasura foi apresentada na loteria, enquanto outra foi entregue à cliente. A aposta defeituosa foi colocada no cofre da lotérica, e os números sorteados apontaram duas apostas de Sinop (MT), uma de Fortaleza (CE) e outra de Uberlândia (MG), cada uma com mais de R$ 29 milhões.
Ao investigar, a Caixa identificou a rasura. No entanto, a funcionária, ao ver o sorteio, retirou o bilhete danificado do cofre e, junto com o marido, tentou receber o valor. O dono da lotérica alega ser proprietário do bilhete e ingressou com ação judicial. A decisão já ganhou espaço na televisão, conforme reportagem do Fantástico, da Rede Globo.
Agora, o advogado Marco Antônio Souza e Silva ingressou na Justiça para que os três ganhadores — de Sinop, Fortaleza e Uberlândia — integrem a ação, defendendo que o prêmio não vá para a ex-funcionária nem para o proprietário, mas seja rateado entre os três apostadores, elevando o valor de cada um no prêmio Mega Sena 29 milhões.
“Se a quota bloqueada for considerada inválida como prêmio autônomo, a consequência lógica não será, necessariamente, a entrega à lotérica ou ao portador, mas o recálculo do rateio entre os demais ganhadores válidos”, sustenta a petição. A defesa também aponta que o bilhete pode não ter aptidão para o concurso, não devendo constar entre os sorteados, e que a quota bloqueada deveria retornar à matriz de rateio do concurso.
O caso teve início em 12 de agosto de 2023, quando Clarice Simon, operadora de caixa da lotérica, registrou atendimento com falha na impressão do bilhete. O bilhete danificado foi guardado no cofre desativado, utilizado como armário, e dias depois a cliente recebeu a parte correspondente. As câmaras registraram a retirada do bilhete da empresa pela funcionária. A Caixa abriu um procedimento de verificação e, em novembro de 2023, houve bloqueio preventivo do montante. Em setembro de 2025, Clarice Simon e Cladecir Picoli tornaram-se réus por furto qualificado.
Para entender os desdobramentos, leia mais no portal: Leia mais Acusados de furtar bilhete premiado Mega-Sena perdem recurso.
- Início em 12 de agosto de 2023, na lotérica onde Clarice Simon trabalhava.
- Dois bilhetes de Sinop, um de Fortaleza e outro de Uberlândia venceram, com mais de R$ 29 milhões cada.
- A Caixa identificou rasura e a funcionária tentou receber o prêmio com o marido.









