Caso Zampieri Cuiabá: justiça e investigações

Caso Zampieri Cuiabá – gráfico apresentando os núcleos mandante, operacional e colaboradores do caso
Caso Zampieri Cuiabá: nove acusados recebem denúncia pela morte do advogado, com ligações a uma organização criminosa.
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Caso Zampieri Cuiabá

A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia contra nove pessoas pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em 5 de dezembro de 2023, em Cuiabá. Caso Zampieri Cuiabá é o marco para a investigação de uma organização criminosa armada, denominada “Comando C4”, com divisão de tarefas para homicídio. Portanto, o Caso Zampieri Cuiabá envolve a disputa possessória pela Fazenda Lagoa Azul, estimada em cerca de R$ 100 milhões.

Núcleo mandante era formado por Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo, que teriam contratado e pago R$ 184.250,00 pela execução. Núcleo operacional e intermediário foi integrado por Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antonio Gomes da Silva, este último o executor confesso. Núcleo de colaboradores, responsável pelo suporte logístico, era formado por Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Junior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater.

  • Núcleo mandante: Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo teriam contratado e pago pela execução de R$ 184.250,00.
  • Núcleo operacional: Etevaldo Cacadini de Vargas, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antonio Gomes da Silva.
  • Núcleo de colaboradores: Gilberto Louzada da Silva, Peterson Venites Komel Junior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater.

Além disso, segundo a denúncia, os mandantes teriam pago entre R$ 500 mil e R$ 750 mil aos executores para evitar que delatassem quem contratou o crime.

A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, recebeu a denúncia contra todos os nove acusados. Para Elenice Ballarotti Laurindo, ela decretou a prisão preventiva, com base em fortes indícios de participação direta, saques vultosos em espécie e depósitos compatíveis com os valores ajustados, além do risco de reiteração delitiva. No entanto, conforme o Midiajur já informou, houve análise de habeas corpus apresentado pela defesa da ré.

Quanto a Peterson Venites Komel Junior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, acusados apenas pela integração à organização criminosa, a magistrada indeferiu o pedido de prisão preventiva e aplicou medidas cautelares alternativas: monitoramento eletrônico, proibição de contato entre si e com os demais denunciados, proibição de ausentar-se da comarca, retenção do passaporte e recolhimento domiciliar noturno das 20h às 6h.

A magistrada também determinou o levantamento do sigilo processual e autorizou o compartilhamento dos autos com a Polícia Civil para apurar o envolvimento de outras pessoas e subsidiar a investigação do homicídio de Marcelo da Silva, ocorrido em Ribeirão Cascalheira. Leia mais no Portal 163.

Com o recebimento da denúncia, todos os acusados serão citados para apresentar resposta à acusação por escrito no prazo de 10 dias. Após a instrução, o caso será submetido ao Tribunal do Júri. Caso seja comprovada a participação de outros, novas ações podem ocorrer, ampliando o escopo da investigação.

Caso Zampieri Cuiabá volta a ganhar atenção pública, pois envolve não apenas o assassinato, mas também indícios de venda de decisões judiciais e negociações com magistrados, advogados e empresários. Em síntese, o tema ganha contornos nacionais, com impactos sobre a percepção de integridade no Judiciário da região.

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