Feminicídio em Várzea Grande: punição da autonomia feminina

"Feminicídio em Várzea Grande, punição da autonomia feminina"
"Feminicídio em Várzea Grande: punição da autonomia feminina"
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

A delegada Jéssica Assis, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), destacou que a recusa de uma mulher em manter uma relação sexual foi o elemento central por trás do feminicídio de Josivany Borges de Amorim Rodrigues, de 45 anos, registrado em Várzea Grande, na semana passada.

Segundo a delegada, as investigações indicam que Josivany desistiu do programa sexual que havia combinado com o suspeito, Gabryel Junio de Almeida Dirceu, de 20 anos, pouco antes do assassinato.

Feminicídio em Várzea Grande: punição da autonomia feminina

A delegada afirmou que a reação do agressor demonstra uma visão de posse e objetificação do corpo feminino.

No entanto, a delegada destacou que o caso é apenas mais um exemplo da dificuldade de muitas mulheres terem sua autonomia respeitada.

Além disso, a delegada fez uma comparação com outro crime que chocou Várzea Grande, onde um pai matou a própria filha de 12 anos por ter expressado seus primeiros desejos amorosos.

Portanto, ambos os casos demonstram a falta de humanidade para com a mulher e a punição da autonomia feminina.

Em conclusão, a delegada frisa que a recusa da vítima em prosseguir com o encontro pode ter sido suficiente para desencadear a violência extrema.

Ademais, a delegada destacou que as imagens da noite do crime analisadas mostram a vítima sendo empurrada pelo agressor, que não respeitou o seu “não”.

Por exemplo, o caso de Josivany mostra como a rejeição, como o não da mulher, não vale nada perante esses homens, perante esses agressores que não nos consideram como humanos.

Em resumo, a delegada ressaltou que é fundamental respeitar a autonomia feminina e prevenir a violência contra as mulheres.

Veja vídeo: Denuncie a violência doméstica e busque proteção em MT

Acessar chat 180 ou ligue 190 em caso de emergência.

Compartilhe :

Veja mais