Verdade e unidade na divisão que Cristo não escondeu

Imagem ilustrando verdade e unidade na Igreja, destacando a separação entre o que é erro e a fé autêntica.
Fidelidade ao Evangelho revela a verdade, separando o erro para manter a Igreja firme.
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Há uma mentira muito repetida dentro da própria Igreja: a de que qualquer divisão é má. Não é verdade. Portanto, a verdade e unidade na vida da Igreja, às vezes, passam pela necessidade de separar o que é correto do que é erro.

Há divisões que nascem do orgulho, da vaidade e da ambição. Essas vêm do pecado. Além disso, há também a divisão inevitável entre a verdade e o erro, entre a fidelidade e a traição, entre quem segue Cristo e quem adapta Cristo aos próprios interesses.

O próprio Jesus avisou: “Não penseis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer a paz, mas a espada.”

Esta “espada” não é violência. É separação espiritual. É a Verdade a cortar aquilo que está podre.

Cristo nunca prometeu uma Igreja confortável, anestesiada ou unida à custa do silêncio diante do pecado. Prometeu uma Igreja perseguida, contradita e purificada. No entanto, hoje vemos claramente duas atitudes dentro da Igreja.

verdade e unidade

Essa relação entre verdade e unidade exige fidelidade àquilo que é de Deus, e, portanto, não se impõe pelo conforto nem pelo silêncio.

Essa relação entre verdade e unidade não nasce do silêncio diante do erro, portanto, o que se vê é uma Igreja com duas atitudes distintas:

De um lado, permanecem fiéis ao Evangelho, mesmo quando isso incomoda, exige conversão, sacrifício e coragem. Não procuram aplausos. Não moldam a fé às modas. Não transformam a Igreja num palco de entretenimento religioso nem o Evangelho numa terapia sentimental.

Do outro lado, multiplicam-se os que falam muito de acolhimento, mas quase nunca de conversão; muito de inclusão, mas pouco de verdade; muito de emoções, mas pouco de cruz. Querem uma Igreja adaptada ao mundo, sem combate espiritual, sem exigência moral e sem a radicalidade do Evangelho.

São Paulo já alertava: “Virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina.” (2 Timóteo 4,3). E esse tempo parece ter chegado.

Há quem se incomode mais com quem denuncia o erro do que com o próprio erro. Além disso, há quem chame “falta de caridade” à correção fraterna, mas ache normal pactuar com escândalos, abusos, irreverência e banalização da fé.

Uma Igreja onde ninguém é contrariado já não anuncia Cristo crucificado. Apenas distribui conforto espiritual barato.

A verdadeira unidade da Igreja não nasce de calar consciências nem de fingir que tudo está bem. A unidade nasce da fidelidade à Verdade. E a Verdade nem sempre une imediatamente: primeiro separa, revela, expõe e purifica.

O joio e o trigo crescem juntos, disse Cristo. Mas não são a mesma coisa. O problema de muitos hoje é querer uma Igreja sem conflito, quando o próprio Evangelho é um combate permanente contra o pecado, a mentira e a tibieza. Uma fé que nunca incomoda ninguém provavelmente já deixou de ser Evangelho.

Em síntese, a verdade e unidade caminham juntas quando a Igreja permanece fiel ao Evangelho. Leia mais em Mariana Bonjour: liderança no marketing político ou Programa de recuperação de celulares: Assis detona Lula.

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