Traumatizada após covid-19, médica se torna produtora e entra em recuperação judicial

Vacas em pasto no Mato Grosso
Abate de gado em Mato Grosso atinge recorde em 2025
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

Uma médica traumatizada pela atuação durante a pandemia da covid-19, que abandonou a carreira para se dedicar à atividade rural, teve o pedido de recuperação judicial deferido pela Justiça de Mato Grosso.

Conforme o processo, a empresária rural Juliene de Souza Brito, que atua na produção pecuária no município de Nossa Senhora do Livramento (a 42 km de Cuiabá), é oriunda de família de pecuaristas com histórico no Estado.

A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível, Núcleo de Falência e Recuperação Judicial, da Comarca de Cuiabá.

Recuperação Judicial em Mato Grosso

Segundo a empresa, Juliene atuou como coordenadora de UTI em 2020.

A partir dessa mudança, adquiriu a Fazenda Ouro Branco, localizada na zona rural de Nossa Senhora do Livramento.

Além disso, a empresária relata que, durante a pandemia de covid-19, atuou como coordenadora de UTI em 2020.

Por exemplo, a situação financeira teria sido agravada por estiagem severa em 2021, que comprometeu as pastagens, além da perda de quase 100 cabeças de gado devido à fragilidade de cercas.

Ao analisar o pedido, a Justiça deferiu o processamento da recuperação judicial e nomeou como administrador judicial Rennan Alves Lemes.

Além disso, determinou a suspensão das cobranças e de atos de constrição sobre os bens essenciais à atividade empresarial, incluindo as propriedades rurais da produtora, durante o período legal de blindagem.

O edital intima credores e interessados para que apresentem habilitações ou divergências no prazo de até 15 dias.

Entre os credores listados estão instituições financeiras, fornecedores e entes públicos.

O maior volume da dívida está concentrado em créditos com garantia real, especialmente junto à Caixa Econômica Federal.

Segundo o portal163.com.br, a empresária terá prazo de 60 dias, contados da publicação da decisão, para apresentar o plano de recuperação judicial, que será submetido à análise dos credores.

Além disso, a empresa ainda pode recorrer a novos financiamentos para manter a atividade.

Em resumo, a decisão da Justiça de Mato Grosso pode ser um passo importante para a recuperação da empresa.

Compartilhe :

Veja mais