Silêncio do Delator: decisão adiada e nova audiência marcada

Silêncio do Delator: juiz adia interrogatório e agenda audiência para outubro
Caso envolve proteção de testemunhas e audiência de instrução em outubro
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O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, adiou o interrogatório do segurança Ruiter Cândido da Silva e designou audiência de instrução para os dias 1º e 2 de outubro de 2026, às 14h. Portanto, a decisão ocorreu após a defesa informar o Silêncio do Delator durante a oitiva.

Silêncio do Delator

Ruiter está inserido no programa de proteção a testemunhas. Além disso, foi delator que revelou a existência do suposto grupo de extermínio investigado na Operação Simulacrum.

Deflagrada em março de 2022 pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), a operação investigou um grupo formado por mais de 60 policiais militares suspeitos de forjar confrontos para cometer execuções sumárias na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo o Ministério Público, Ruiter atuava como segurança e era utilizado para atrair pessoas apontadas como integrantes de facções criminosas até locais previamente escolhidos. Além disso, as vítimas acreditavam que participariam de assaltos ou de outros encontros, mas acabavam levadas a emboscadas onde, conforme a acusação, eram executadas.

Ruiter está inserido no programa de proteção a testemunhas. Além disso, a audiência de instrução será realizada por videoconferência em outubro, com presença física das partes. Ruiter é réu na Chacina do Itamaraty, em 2020.

A audiência que estava marcada para 24 de julho de 2026 seria exclusiva para a oitiva antecipada dele. No entanto, o ato foi cancelado depois que a Defensoria Pública informou que o acusado pretende exercer o direito constitucional ao silêncio, já que ainda não há acordo de colaboração premiada firmado. No entanto, o Silêncio do Delator não representa renúncia ao interrogatório.

Para o juiz, essa atitude não representa renúncia ao interrogatório, então decidiu que a oitiva de Ruiter será realizada na fase final da instrução, conforme prevê o art. 400 do Código de Processo Penal. Na ocasião, ele terá entrevista prévia e reservada com a defesa, poderá exercer autodefesa e também optar por permanecer em silêncio ou responder apenas às perguntas que entender pertinentes.

Audiência de outubro ocorrerá por videoconferência, mas as partes e advogados deverão comparecer presencialmente. Foram reservados dois dias para o interrogatório devido à quantidade de acusados e testemunhas da ação.

Além disso, Ruiter também é réu em outra ação penal decorrente da chamada “Chacina do Itamaraty”, ocorrida em julho de 2020. Segundo a denúncia, foi Ruiter quem atraiu as vítimas para uma chácara na região do Itamaraty, em Cuiabá, sob o pretexto de que participariam de um roubo.

Ao chegar ao local, foram surpreendidas por policiais militares que efetuaram diversos disparos. Seis pessoas morreram e duas sobreviveram.

Segundo o Ministério Público, 12 policiais militares e o segurança são acusados pela morte de seis jovens e pela tentativa de homicídio de outros dois. Mais detalhes podem ser consultados no Portal 163.

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