A Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem dedicou sua 3ª reunião ordinária, realizada nesta quinta-feira (4), ao debate sobre violência, discriminação e respeito à enfermagem no ambiente de trabalho. Assim, profissionais da área relataram suas experiências e buscaram medidas eficazes para garantir proteção para profissionais da saúde.
Busca por proteção para profissionais da saúde
A CST, de autoria do presidente da Assembleia, deputado Max Russi (PSB), visa conter agressões crescentes. “A gente viu já caso de médica esfaqueada em Primavera do Leste em 2022, quando uma agente de saúde foi assassinada. Estamos falando sobre a segurança de todo trabalhador da saúde”, destacou a vice-presidente da CST, Laís Menezes (PSB).
Por outro lado, a vereadora Elis Enfermeira (PL), de Cáceres, considera a violência um problema nacional, agravado pela localização de seu município. “Cáceres é uma cidade fronteiriça, é uma cidade, infelizmente, que coloca em risco os profissionais. Então, é muito importante esse espaço de debate para justamente buscar políticas públicas que protejam os profissionais de saúde”, ressaltou.
Entre as propostas apresentadas, destaca-se a elaboração de leis municipais para garantir a presença de segurança nas unidades de saúde. “É importante que os gestores municipais tenham essa visão da importância de proteger os profissionais da saúde, principalmente a enfermagem que está na linha de frente.”, explicou Elis Enfermeira. Portanto, a sugestão é ter profissionais da segurança em prontos atendimentos e hospitais, locais com maior incidência de agressões.
Ademais, outras ideias levantadas incluíram a criação de um botão do pânico, acompanhamento psicológico para vítimas e garantia de assistência jurídica. A técnica de enfermagem Jucirene Camargo reivindicou seguro de vida e adicional de periculosidade. Desse modo, busca-se um amparo mais completo para a proteção para profissionais da saúde.
A vice-presidente da CST, Laís Menezes, anunciou que essas propostas serão reunidas em um projeto de lei estadual, com encaminhamento para a Secretaria de Estado de Saúde. “Por meio do deputado Max Russi, vamos reunir essas propostas em um projeto de lei estadual.”, adiantou.
Rafal Vidal, representante do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), reforçou a importância e urgência da discussão. “Muitos profissionais chegam ao Conselho de Enfermagem buscando apoio após sofrer uma agressão. Hoje, vemos que no sistema de saúde, seja público ou privado, o apoio a esses profissionais está muito desestruturado”, afirmou.
Em conclusão, Vidal destacou a ausência de um suporte efetivo em Mato Grosso. “No estado de Mato Grosso, não temos um suporte efetivo para esses profissionais da saúde, principalmente para os profissionais de enfermagem.”. Assim, a CST assume um papel crucial para a categoria. Para mais informações sobre temas relacionados à saúde e segurança, visite o portal https://portal163.com.br/.










