Propina na Aegea Saneamento: diretores revelam pagamentos

Propina na Aegea Saneamento: diretores revelam pagamentos e irregularidades na gestão pública
Propina na Aegea Saneamento: relatos de pagamentos e estratégias para favorecer contratos
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Considerada a maior empresa de saneamento básico do Brasil, a Aegea Saneamento está no centro de uma investigação sobre propina na Aegea Saneamento a agentes públicos no país. Além disso, cinco diretores firmaram colaboração premiada com o Ministério Público Estadual entre 2020 e 2021.

À Justiça, executivos confessaram ter pago R$ 63 milhões em propinas entre 2010 e 2018 em 20 municípios de seis estados. No mesmo período, a Itausa, holding controladora do Itaú Unibanco, aportou R$ 1,3 bilhão na Aegea, ampliando a participação para cerca de 13%.

propina na Aegea Saneamento

  • Segundo delações, o deputado federal Juarez Costa (Republicanos-MT) recebeu propina na Aegea Saneamento de R$ 30 milhões e uma BMW, com o objetivo de viabilizar a entrada da empresa em Sinop, onde ele foi prefeito.
  • O ex-presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, afirmou ter autorizado pagamentos que somaram R$ 30 milhões ao então prefeito até 2018 para beneficiar a concessionária.
  • Crivellari, ex-diretor financeiro, detalhou a aquisição do veículo, registrando que o carro custou cerca de R$ 330 mil na época e foi transferido por meio de um operador.
  • Ferraz, ex-diretor administrativo, explicou que houve entrega de dinheiro em espécie a intermediários em Balneário Camboriú (SC) a partir de 2015, totalizando R$ 1,2 milhão para o deputado.
  • Entre 2013 e 2014, Mário Baltar, ex-responsável comercial, relatou pedidos de R$ 3.083.275 para despesas de campanha, com repasses simulados por meio de compras de combustível em postos indicados pela prefeitura.

Portanto, as investigações apontam que as entregas teriam ocorrido por meio de empresas do grupo e operadores, com o uso de postos de gasolina para mascarar pagamentos, conforme os relatos dos executivos.

Em setembro de 2016, a MP de Mato Grosso deflagrou a Operação Sorrelfa, com mandados cumpridos também em Santa Catarina. Três dias depois, o portal Midiamax publicou que investigadores tinham imagens de cheques da RJD Construções usados para pagar despesas do então prefeito em Balneário Camboriú, incluindo imóveis na cidade.

Em resposta, a Itausa afirmou ao Metrópoles que não comentaria a entrega do veículo, e que a adesão a acordos de colaboração premiada tinha o objetivo de fortalecer a ética da companhia. Em fevereiro deste ano, a Aegea divulgou que as condutas criminosas teriam ficado no passado.

Para mais detalhes, leia a cobertura relacionada no Portal163.

O ministro Raul Araújo, relator do caso no STJ, informou que não pode prestar informações sobre fatos sob sigilo, em cumprimento à legislação.

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