Projeto religioso para facção: família envolvida em lavagem

Família investigada usa suposto projeto religioso para facção em presídios de Mato Grosso para lavagem de dinheiro.
Operação Fariseus expõe atuação de núcleo familiar na intermediação de mensagens e apoio à facção.
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Uma família é investigada pela Polícia Civil por usar um suposto projeto religioso para facção em presídios de Mato Grosso para prestar apoio a uma facção criminosa do Rio de Janeiro. Além disso, o grupo é suspeito de lavar dinheiro, intermediar recados entre presos e repassar ordens de punição. A ação faz parte da Operação Fariseus, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Draco em Cuiabá.

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Segundo a investigação, a atividade missionária dentro da Penitenciária Central do Estado servia de fachada para aproximação com internos e lideranças presas e foragidas. Além disso, o vínculo era usado para facilitar o contato da facção com suas lideranças.

Para a Polícia Civil, os integrantes do núcleo familiar recebiam valores de presos e chefes da organização criminosa. Assim, o dinheiro era fracionado, depositado em contas de parentes e terceiros e depois repassado. Com esses recursos, o grupo custeava viagens, procedimentos estéticos e compra de veículos.

A conduta configura, em tese, lavagem de dinheiro. O esquema também envolvia viagens frequentes ao Rio de Janeiro. Além disso, as investigações destacam a atuação da família como suporte operacional e comunicacional à facção.

Entre os pontos apurados, constam:

  • lavagem de dinheiro por meio de fracionamento e repasse entre familiares
  • intermediação de recados entre internos e pessoas em liberdade
  • envio de ordens de punição a presos

Os investigados respondem por integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura. Além disso, a Polícia Civil aponta que a estrutura familiar extrapolava a finalidade declarada do projeto religioso para facção.

A participação de cada envolvido ainda está sendo individualizada. O material apreendido segue em análise. Portanto, para mais informações, leia sobre a operação no portal Leia mais.

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