Prisão casal mandante e policiais em Cuiabá confirmada

Silhueta de um casal sendo levado por policiais. A imagem sugere a prisão do casal mandante.
Mandantes do crime em Cuiabá têm prisão mantida pela Justiça. Advogado foi vítima de execução.
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O juiz da 14ª Vara Criminal de Cuiabá manteve a prisão do casal mandante e de policiais militares envolvidos na morte do advogado Renato Gomes Nery. A decisão, proferida pelo magistrado João Bosco Soares da Silva, também garantiu o seguimento da ação penal. Assim, as audiências de instrução foram agendadas para dezembro.

Prisão do casal mandante confirmada

Segundo a investigação, o crime foi meticulosamente planejado por Julinere Goulart Bentos e seu esposo, o produtor rural Cesar Jorge Sechi. Portanto, a motivação estaria ligada a uma acirrada disputa por terras em Novo São Joaquim. A Polícia Civil apurou, ademais, que o casal contratou executores para tirar a vida de Nery.

Eles utilizaram uma pistola com munições de uso oficial, o que aponta para uma cadeia criminosa. Essa rede, ao que tudo indica, envolveu vários policiais militares. O advogado Renato Nery foi brutalmente alvejado em plena luz do dia, em frente ao seu local de trabalho.

A vítima sofreu nove disparos, sendo um fatal na cabeça, e faleceu no dia seguinte após uma cirurgia. O Ministério Público sustenta que o crime foi motivado por vingança e ganância, relacionados à questão fundiária. Dessa forma, a complexidade do caso se revela.

Além do casal mandante, os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira também respondem ao processo. Eles são denunciados como executores e intermediadores do homicídio. Jackson, por exemplo, teria monitorado a rotina da vítima e coordenado o ataque, enquanto Ícaro é acusado de fornecer a arma do crime.

Na decisão, o juiz rejeitou todas as preliminares levantadas pelas defesas. As alegações incluíam cerceamento, ilicitude de provas e ausência de justa causa. Igualmente, negou pedidos de prisão domiciliar e outras medidas cautelares.

Para o magistrado, a gravidade concreta do crime e o risco de interferência na instrução justificam a manutenção das prisões. Em especial, a existência de uma organização criminosa estruturada foi um fator decisivo. Consequentemente, a manutenção da prisão do casal mandante é mantida.

No caso de Julinere, a defesa solicitou prisão domiciliar, alegando que ela é mãe de uma criança com transtornos. No entanto, o juiz considerou que a acusação envolve crime violento e que a medida não se aplica. Assim, a argumentação não prosperou.

Em relação a Jackson, o juiz destacou que o réu, mesmo preso anteriormente, continuou envolvido em esquemas criminosos. Isso levou à sua transferência para outra unidade prisional. Portanto, a situação do policial é complexa.

A instrução criminal foi marcada para os dias 10, 11 e 17 de dezembro. Nessas datas, serão ouvidas as testemunhas de acusação e defesa. As audiências ocorrerão sempre às 8h da manhã. Para mais informações sobre casos judiciais em Mato Grosso, visite portal163.com.br.

Agenda das audiências:

  • 10/12/2025, às 08h00min: Oitiva das testemunhas de acusação.
  • 11/12/2025, às 08h00min: Oitiva das testemunhas dos acusados Ícaro Nathan Santos Ferreira e Jackson Pereira Barbosa.
  • 17/12/2025, às 08h00min: Oitiva das testemunhas dos acusados Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi.
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