A bancada de senadores de Mato Grosso — Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (UB) e Wellington Fagundes (PL) — votou pelo fim da escala 6×1 no Brasil. Fávaro e Jayme já tinham declarado apoio à proposta. “14 de outubro de 2026. Só por esse dia já valeu muito a pena ser senador por Mato Grosso. Para votar o fim da escala 6 por 1. Para trazer dignidade aos trabalhadores e às trabalhadoras deste país. Dar mais dignidade a quem trabalha e conquista a sua vida com o suor do seu trabalho”, celebrou Fávaro após a votação.
Jayme, por sua vez, classificou o momento como histórico e destacou a vitória no Parlamento. “Votei SIM à PEC que põe fim à escala 6×1, porque acredito que desenvolvimento também significa garantir mais dignidade, descanso e qualidade de vida para quem trabalha todos os dias pelo nosso país”.
Considerado uma incógnita, Wellington acompanhou o voto favorável depois que o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) manifestou apoio à mudança, diante do forte clamor social. O senador ainda não se pronunciou nas redes sociais sobre a aprovação da proposta.
Após uma sequência de sessões, o Senado aprovou em dois turnos, nesta quarta-feira (14), a PEC que extingue a escala 6×1 — regime de seis dias de trabalho para um de descanso. A PEC 221/2019 obteve 75 votos favoráveis e apenas um contrário, dado pelo ex-vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Agora, a proposta segue para promulgação.
Com a aprovação, o trabalhador terá direito a repouso semanal remunerado de dois dias, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
O texto também diminui a carga máxima semanal de 44 para 40 horas, mantendo o teto de oito horas por dia e admitindo compensação de horários. A nova jornada poderá ser definida por acordo ou convenção coletiva de trabalho. Parte das mudanças será aplicada de forma gradual.










