Caso policial: projeto religioso para dar apoio

Imagem sobre o projeto religioso para dar apoio no caso policial envolvendo Rhavenna e a operação Fariseus.
A imagem resume a investigação sobre o uso de uma igreja como fachada para a organização criminosa.
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Rhavenna Almeida, 24 anos, namorada do criminoso foragido Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, foi presa nesta quinta-feira (16) suspeita de uso de um projeto religioso para dar apoio ao Comando Vermelho.

Além disso, a prisão ocorreu durante a Operação Fariseus, da Polícia Civil. Portanto, a ação integrou mandados de prisão e de busca e apreensão, conforme apurado pela investigação.

Segundo a apuração da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Draco, Rhavenna integrava um núcleo familiar que desviou a finalidade da “Equipe Evangelismo Resgatando Vidas” para oferecer suporte comunicacional, financeiro e logístico à facção.

projeto religioso para dar apoio

A igreja onde os pais da investigada são pastores mantinha atividades dentro da Penitenciária Central do Estado. Para a Polícia Civil, o projeto religioso para dar apoio funcionava como fachada para aproximação com presos e lideranças do Comando Vermelho, além de intermediar recados entre detentos e pessoas em liberdade.

Leia também: Na operação foram cumpridos 1 mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou quebra de sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e suspensão temporariamente do acesso deles a presídios por meio de projetos religiosos. Portal163.

A apuração aponta viagens frequentes da família ao Rio de Janeiro. Em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho, os investigados visitaram imóveis ligados a “Batman”. Em celulares apreendidos, a polícia encontrou fotos e vídeos dos suspeitos ao lado de lideranças da facção e de homens armados. Há ainda registros dos próprios investigados manuseando fuzis e pistolas, além de imagens de crianças com armas personalizadas com símbolos do grupo criminoso.

As conversas analisadas mostram movimentação de dinheiro por contas de terceiros. O objetivo, segundo a polícia, era ocultar valores enviados por presos e chefes da facção. Também foram identificados pedidos para repasse de recados e para aplicação de “salves” – punições determinadas pela organização criminosa dentro e fora dos presídios.

Rhavenna e demais familiares investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção de menor e tortura. A participação de cada um segue sendo individualizada pela Polícia Civil.

• Prisão preventiva cumprida

• Medidas de busca e apreensão

• Quebra de sigilos autorizada

• Suspensão de acesso a presídios

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