Plantas tóxicas em áreas públicas avançam em Cuiabá

Imagem sobre plantas tóxicas em áreas públicas em Cuiabá, destacando avanços para proteção de animais.
Projeto de paisagismo prioriza espécies seguras para proteger animais e tutores em Cuiabá.
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Em Cuiabá, a Câmara Municipal deu um passo importante nesta quinta-feira (25) para tornar as praças mais seguras para pets e tutores. A derrubada do parecer da CCJR, que recomendava a rejeição, permite que a matéria siga a tramitação regular na Casa de Leis, especialmente em relação às plantas tóxicas em áreas públicas.

Para defender a proposta, a vereadora Katiuscia Manteli explicou que a medida não impõe gastos imediatos ao município, pois a substituição das plantas ocorrerá de forma gradual, conforme manutenções ou novos projetos de paisagismo. Além disso, a iniciativa não implica custos adicionais no curto prazo, mas sinaliza uma estratégia de proteção aos animais.

“Hoje essa é uma pauta extremamente sensível. Em praticamente todos os lares existe um animal de estimação e nós já vimos casos de animais que morreram intoxicados por esse tipo de planta. Muitos tutores sequer sabem que o mal-estar foi causado pela ingestão de uma espécie tóxica. O projeto não determina a troca imediata das plantas existentes. Ele estabelece que, daqui para frente, nos projetos de jardinagem e urbanismo do município, essas espécies não sejam mais utilizadas”, afirmou Katiuscia Manteli.

Katiuscia também ressaltou que Cuiabá já possui uma legislação, também de sua autoria, que obriga estabelecimentos a informarem quando uma planta comercializada oferece riscos aos animais domésticos. Agora, segundo ela, o objetivo é estender essa proteção para os espaços públicos da capital.

A iniciativa encontrou amplo respaldo no plenário. Parlamentares de diferentes partidos manifestaram apoio e destacaram a relevância de avançar para a análise do mérito. Além disso, o tema mobiliza gestores, especialistas e o público para um debate amplo sobre o bem-estar dos animais nas áreas urbanas.

  • Maysa Leão, Republicanos: “Esse não é um projeto que traz custos ou transtornos à gestão municipal. Ele previne a morte de animais. O que a vereadora Katiuscia propõe é que os novos projetos de jardinagem já considerem espécies seguras e que, gradativamente, durante as manutenções, as plantas tóxicas sejam substituídas, gerando um enorme impacto positivo para a vida dos nossos animais.”
  • Tenente-Coronel Dias, Cidadania: “Essa lei já deveria existir em Cuiabá. Quem convive com animais sabe o quanto pequenas situações podem colocar suas vidas em risco. É uma proposta importante e necessária.”
  • Ilde Taques, Podemos: “Hoje é rotina muitas famílias passearem com seus pets nas praças. Esse cuidado beneficia não apenas os animais, mas também as crianças, que muitas vezes também têm contato com essas plantas.”
  • Dilemário Alencar, União Brasil: “É um projeto importante porque evita prejuízos à população e protege os animais. Mesmo respeitando o parecer da CCJR, entendo que essa matéria merece avanzar e conte com o meu voto.”
  • Paula Calil, PL: “Os animais não têm conhecimento do risco que essas plantas representam. Ao estabelecer essa restrição, garantiremos mais proteção e qualidade de vida para os animais da nossa cidade.”

O que prevê o projeto?

Plantas tóxicas em áreas públicas

A proposta determina que o município priorize espécies seguras e nativas em novos projetos paisagísticos, além de realizar campanhas de conscientização. Entre as plantas citadas como de risco estão comigo-ninguém-pode, espirradeira, copo-de-leite, lírio, antúrio e costela-de-adão. Com a derrubada do parecer contrário da CCJR, a proposta segue para votação de mérito.

Para acompanhar informações adicionais sobre políticas públicas de bem-estar animal, acesse Portal 163.

Portanto, a medida visa evitar prejuízos com plantas tóxicas em áreas públicas, protegendo animais e tutores. Em conclusão, o tema deve retornar aos debates com foco no mérito.

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