O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) defende o perdão total aos presos bolsonaristas, argumentando que já cumpriram tempo suficiente de pena. Portanto, ele discorda da conversão do PL da Anistia em PL da Dosimetria.
Anistia para presos bolsonaristas: um clamor por perdão
Pivetta sustenta que os condenados pelo ataque de 8 de Janeiro, em Brasília, estão sendo punidos de forma extrema. Ele acredita que, após 2 a 3 anos de reclusão, já receberam um castigo considerável.
Dessa forma, muitas penas que variam de 14 a 17 anos são vistas como desproporcionais pelos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em entrevistas recentes, o vice-governador comparou a situação com outros atos de terrorismo no Brasil, onde, segundo ele, os praticantes sequer foram punidos. Assim, ele se posiciona a favor da “liberação” dos detidos pelo Supremo Tribunal Federal.
“Eu acho que as pessoas que cometeram aqueles delitos naquele momento já foram castigadas durante esses quase quatro anos. Houve no Brasil movimentos de terrorismo muito maiores do que esses e ninguém foi preso”, afirmou Pivetta.
Portanto, ele se diz a favor da anistia, considerando que o tempo de detenção já foi suficiente. “Eu acho que esse pessoal já sofreu um castigo grande e já tá de bom tamanho”, concluiu.
O Partido Liberal buscava incluir Bolsonaro na anistia, mas a escolha do relator Paulinho da Força lançou um balde de água fria. Ele não deve deslegitimar as condenações, mas sim buscar uma contenção de danos através da redução de penas.
Ademais, simpatizantes de Bolsonaro e dos presos defendem uma anistia ampla, geral e irrestrita, abrangendo atos de 2019 a 2023, com o objetivo de apagar qualquer ilegalidade cometida pelo ex-presidente e a destruição da Sede dos Três Poderes.
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