A penhora da mansão de R$ 7,5 milhões, pertencente à família Bezerra, foi mantida depois que o desembargador Hélio Nishiyama negou o recurso apresentado pela defesa de Carlinhos Bezerra.
Além disso, a decisão ocorreu na Segunda Câmara de Direito Privado, no dia 19 de agosto, e a publicação ficou disponível em 26 de agosto.
Além disso, A Justiça condenou Carlinhos a 36 anos de prisão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian Moreno.
Assim, Thays era quem cuidava da mãe, Denise Jorge Machado, e, por esse motivo, a Justiça determinou que Carlinhos pagasse pensão de R$ 4,4 mil à ex-sogra.
No entanto, preso, Carlinhos alega não ter condições de cumprir com a obrigação.
A casa está fechada e foi incorporada ao capital social de Cosmos Consultoria e Assessoria Ltda., o que sugere não ser moradia familiar.
Além disso, um oficial de justiça tentou avaliar o imóvel duas vezes, acionando o interfone e batendo no portão, sem sucesso; o imóvel possui portas trancadas e muro alto. Essa decisão, porém, manteve a penhora da mansão.
Na Declaração de Ajuste Anual do IR referente ao exercício de 2024, Carlinhos declarou a incorporação do imóvel ao capital social da Cosmos, com a correspondente elevação de quotas sociais, o que demonstra que não era residência da família.
O voto do relator foi acompanhado pelos demais desembargadores.
Penhora da mansão: decisão e contexto
- 18 de janeiro de 2023: Thays Machado e Willian Moreno foram mortos a tiros no bairro Consil, em Cuiabá.
- Thays estava em frente ao Edifício Monet para entregar uma chave à mãe; Willian Moreno a acompanhava.
- Na madrugada do crime, Carlinhos teria ameaçado o casal com arma de fogo; Thays ligou para o 190, mas não formalizou denúncia na Delegacia da Mulher.
- Horas depois, por volta das 17h, Thays e Willian foram assassinados na calçada do edifício onde a mãe de Thays morava.
- Horas após o crime, Carlinhos foi preso em uma chácara da família e, durante interrogatório, confessou o crime, alegando diabetes e neuropatia como causas.
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