O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), criticou o pacote “antitarifaço” anunciado pelo presidente Lula (PT). Segundo ele, o crédito de R$ 30 bilhões oferecido aos exportadores, impactados por sanções americanas, é apenas um paliativo.
Pacote antitarifaço Lula: Uma solução curativa?
Em entrevista, Pivetta avaliou que a medida do pacote antitarifaço Lula não atenderá às reais necessidades do setor. Ele comparou o crédito ofertado a um “band-aid”, que necessita de troca constante. Portanto, o vice-governador enfatizou que a ação do governo federal não resolve a fundo o problema enfrentado pelos exportadores brasileiros.
A visão de Pivetta ecoa a do governador Mauro Mendes (União Brasil), que comparou a iniciativa a tratar um câncer com dipirona. Ambos defendem que o presidente Lula priorize o diálogo direto com a Casa Branca para uma solução efetiva. No entanto, antes de aplicar o tarifaço, o presidente americano Donald Trump isentou a maioria dos produtos brasileiros da taxa de 50%, aplicando-a em apenas 10%.
Ao ser questionado sobre as ações do Governo de Mato Grosso, Pivetta informou que o tema está em estudo. Ele ainda não confirmou se haverá suporte oficial para os exportadores, especialmente os do setor madeireiro. Ademais, a paralisação de linhas de produção e o risco de férias coletivas e demissões já são uma realidade para o setor madeireiro. O presidente do Cipem-MT, Ednei Blasius, revelou essa preocupação. Por exemplo, o setor madeireiro é responsável por mais de 12 mil empregos diretos e 40 mil indiretos em Mato Grosso.
Em suma, a falta de uma solução robusta para o impacto do tarifaço preocupa o empresariado local. É fundamental buscar um diálogo construtivo para garantir a competitividade do agronegócio mato-grossense. Para mais informações sobre o setor agropecuário e seus desafios, acesse portal163.com.br.










