Em uma batalha judicial, a empresária Taiza Tosatt Eleotério da Silva, conhecida como “Musa da Pirâmide”, enfrenta a cobrança de uma dívida de R$ 500 mil feita pelo ex-marido, o ex-policial federal Ricardo Mancinelli Souto Ratola.
Segundo a decisão da juíza, as mensagens, áudios e vídeos apresentados mostram conflitos comuns de um término conturbado, mas não comprovam coação grave a ponto de invalidar o acordo.
Uma disputa conturbada
A empresária também alegou que o ex-marido teria “perdoado” a dívida de forma informal e que ela já teria feito pagamentos que somam mais de R$ 100 mil como ajuda financeira. No entanto, o juiz rejeitou esse argumento e afirmou que perdão de dívida não se presume e precisa ser claro e comprovado.
Um esquema de pirâmide?
Taiza ficou conhecida após ser alvo da Operação Cleópatra, deflagrada em outubro de 2024 pela Polícia Civil de Mato Grosso. A investigação apura um suposto esquema de pirâmide financeira na empresa DT Investimentos, da qual ela é sócia junto com o ex-marido, Ricardo Ratola, e o médico Diego Rodrigues Flores.
Segundo a Decon (Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor), Taiza seria a líder do esquema, que teria causado prejuízo de pelo menos R$ 2,5 milhões a dezenas de vítimas em Mato Grosso e São Paulo. A polícia afirma que ela usava as redes sociais para atrair investidores, prometendo lucros diários de 2% a 6%, com aportes iniciais que, em muitos casos, passavam de R$ 100 mil.
Leia mais sobre o assunto na nossa reportagem “Operação Cleópatra: como as “musas da pirâmide” enganaram os investidores” em Portal163.








