Medeiros: “Esparadrapo protesto” sem arrependimento; entenda o caso

Deputado Medeiros com fita adesiva cobrindo boca e olhos, simbolizando protesto Medeiros esparadrapo protesto.
O protesto com esparadrapo de Medeiros reflete sua insatisfação com o Congresso.
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O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou não se arrepender do seu peculiar ato de cobrir olhos, ouvidos e boca com esparadrapos. Medeiros esparadrapo protesto foi a maneira que encontrou para chamar a atenção nacional sobre o que ele denuncia como perseguição a políticos de direita.

O protesto inusitado de Medeiros

As imagens do parlamentar viralizaram rapidamente, gerando memes por todo o país. No entanto, Medeiros explicou em entrevista ao Rdtv Cast que o ato se baseou na figura dos três macaquinhos, que simbolizam “não ver, não falar e não ouvir”. Portanto, o objetivo era fazer com que as pessoas compreendessem a situação atual do Congresso, onde ele se sente representado por figuras decorativas. “É, saiu o meme de tudo que é sorte”, comentou o deputado.

Contexto da ocupação da Mesa Diretora

O protesto de Medeiros ocorreu após a ocupação da Mesa Diretora da Câmara Federal por um grupo de parlamentares. Esta ação foi uma resposta à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF. Naquele momento, eles exigiam a votação de projetos de lei que tratavam de anistia e fim do foro privilegiado, além do impeachment de Moraes. Todavia, o grupo se retirou após um clima de forte tensão, com o presidente da Câmara, Arthur Lira, acionando a Polícia Legislativa. Ameaças de suspensão de mandatos também foram feitas, conforme reportado anteriormente por este portal. A insatisfação de Medeiros com o desfecho deste protesto é notória.

Críticas a Lira e Alcolumbre

Ademais, Medeiros criticou Arthur Lira e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Ele alega que ambos foram eleitos com promessas de pautas de interesse da direita, mas não cumpriram acordos. Acredita, ainda, que pressões do STF possam estar influenciando essa postura. Por exemplo, Medeiros citou que Alcolumbre declarou que não pautará o impeachment de ministros, algo previamente acordado para sua eleição. Lira, por sua vez, não pautou o fim do foro privilegiado, mesmo passados sete meses de um acordo firmado. “Eu não creio que o presidente Arthur Lira vá querer ter uma vida totalmente difícil daqui para frente”, ponderou Medeiros.

A resposta do presidente da Câmara

Após a desocupação da Mesa Diretora, a base aliada de direita alegou um acordo para votação da anistia, tese que foi prontamente negada por Arthur Lira. O presidente garantiu que “não negocia suas prerrogativas”. Em conclusão, Lira enfatizou que a presidência da Câmara é inegociável e que nenhuma matéria tratada para a retomada dos trabalhos está vinculada a pautas específicas. O deputado federal José Medeiros espera, no entanto, que os acordos sejam cumpridos e que a votação sobre o fim do foro privilegiado ocorra em breve, demonstrando a persistência de seu posicionamento. Para mais informações sobre política nacional, acompanhe as notícias em nosso portal.

Veja também: Deputados de MT amordaçados contra prisão de Bolsonaro.

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