O júri foi adiado para o dia 31 de julho, após a saída de três advogados de defesa do plenário do Fórum de Cuiabá. A decisão ocorreu porque os defensores alegaram cerceamento de defesa em razão do prazo concedido para análise de novos documentos juntados ao processo. Portanto, o júri foi adiado novamente.
- Data de novo julgamento: 31 de julho
- Motivo: saída de advogados e cerceamento de defesa
- Caso: feminicídio e homicídio envolvendo Carlinhos Bezerra
júri foi adiado
Carlinhos Bezerra é filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB). Ele responde pelo feminicídio da ex-namorada, Thays Machado, servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
O crime ocorreu em janeiro de 2023, nas proximidades da Avenida do CPA, em Cuiabá.
Antes do início da sessão, o advogado Elson Marcelino afirmou que a defesa recebeu, apenas na última semana, um conjunto de arquivos com cerca de 109 gigabytes de dados, equivalente a aproximadamente 2 mil páginas. Segundo ele, o prazo de sete dias concedido pela Justiça para análise de dados é insuficiente.
O pedido, no entanto, foi inicialmente indeferido pela juíza Mônica Catarina Perri, levando os três defensores a deixarem o plenário.
Após a saída da defesa, o promotor Vinícius Gahyva, representante do Ministério Público de Mato Grosso, tentou convencer os advogados a permanecerem na sessão, mas não houve acordo para a continuidade. Além disso, diante da possibilidade de futuros questionamentos sobre eventual prejuízo à defesa, o próprio Ministério Público concordou com o adiamento. Leia mais no Portal 163.
Com isso, a magistrada reviu a decisão e remarcou o júri para o dia 31 de julho. Assim, o júri foi adiado novamente.
O caso, envolvendo feminicídio e homicídio, tem gerado expectativa na comunidade jurídica de Cuiabá, que observa atentamente as consequências de mais esse adiamento para a agenda de julgamentos na comarca. Especialistas apontam que a prorrogação pode influenciar prazos, cadeias de datas processuais e o ritmo de outros procedimentos correlatos, sem, porém, comprometer o devido processo legal.
A defesa sustenta que a carga de dados digitais, estimada em centenas de gigabytes, exige tempo adequado para estudo e perícia técnica, enquanto o Ministério Público defende que a Justiça deve manter um cronograma claro para que as acusações sejam decididas com justiça. O juízo, por sua vez, reforça que a decisão visa equilibrar os interesses de defesa e acusação, mantendo o rigor necessário para um veredito confiável.
Assim, o caso permanece em destaque no Fórum de Cuiabá, com expectativa de novas manifestações das partes e de uma tramitação que possa ter desdobramentos significativos para a memória jurídica da região.









