Um ato histórico marcou a manhã de sexta-feira (15) em Cuiabá com a fundação do Instituto Mato-grossense de Estudos Jurídicos (IMEJ). A iniciativa visa inovar o Direito, reunindo juristas experientes para debater o futuro da área e ampliar a produção científica. A nova entidade sediou-se na Escola da Magistratura Mato-grossense (EMAM), um marco para a comunidade jurídica local.
IMEJ busca inovar o Direito com câmaras de arbitragem
Além da pesquisa acadêmica, o IMEJ terá um papel estratégico na criação de câmaras especializadas em arbitragem. Portanto, oferecerá soluções ágeis e técnicas para demandas complexas, especialmente no agronegócio e no setor empresarial. Essa nova estrutura promete otimizar processos.
A diretoria provisória é composta por juristas de renome: o desembargador aposentado Paulo da Cunha como presidente, o procurador de Justiça aposentado Luiz Alberto Esteves Scalope como 1º vice-presidente, o desembargador aposentado Licínio Carpinelli Stefani como 2º vice-presidente, o procurador de Justiça aposentado Décio Arantes Ferreira como secretário-geral e a desembargadora aposentada Maria Aparecida Ribeiro como tesoureira. Todos hoje atuam como advogados.
Para Paulo da Cunha, o momento é simbólico. “Hoje é um dia histórico. Elegemos uma diretoria provisória para iniciar um trabalho que será muito útil à sociedade mato-grossense”, declarou.
O consultor jurídico do IMEJ, advogado Marco Marrafon, ressaltou que o instituto foi pensado para reunir profissionais com mais de 20 anos de experiência, capazes de contribuir para inovar o Direito. “O propósito é promover estudos, reunir grandes juristas e, num segundo momento, oferecer cursos em mediação e arbitragem, colocando Mato Grosso na vanguarda do direito nacional”, pontua.
Décio Arantes Ferreira vê na criação do IMEJ uma resposta a uma demanda latente. “Temos aqui profissionais de alta credibilidade, histórico no Judiciário, no Ministério Público e na advocacia. Isso trará bons frutos para o Estado”, afirma.
Na avaliação de Licínio Carpinelli Stefani, a futura câmara arbitral representa um avanço. “É mais um instrumento de aperfeiçoamento da Justiça, com atuação célere, menos burocrática e economicamente viável”, avalia. A iniciativa demonstra um claro compromisso com a modernização.
Representando a AMAM, a juíza Jaqueline Cherulli destacou a valorização do potencial intelectual local. Ademais, o juiz Tiago Souza Nogueira de Abreu, diretor-geral da EMAM, ressaltou a sintonia da missão institucional com o novo projeto. O evento contou ainda com a presença do procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca Costa, e de outras autoridades importantes.
A fundação do IMEJ é um passo crucial para o desenvolvimento jurídico no estado, alinhado com as tendências de modernização e eficiência. Para mais informações sobre o portal, visite nosso site.









