Em um cenário econômico desafiador, o ano de 2025 terminou com o maior patamar da série histórica de inadimplência de empresas no Brasil, com 8,9 milhões de empresas inadimplentes e dívidas negativadas de R$ 213 bilhões. Isso representa um aumento de aproximadamente 2 milhões de empresas em comparação com o mesmo período de 2024.
Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o fechamento de 2025 reflete um ambiente econômico ainda desafiador, com condições de crédito mais restritivas e custos financeiros elevados. “O ano foi marcado por uma redução na capacidade de muitas empresas de alongar dívidas e recompor capital de giro, o que resultou em um aumento consistente da inadimplência ao longo dos meses, culminando em novo recorde histórico no encerramento do ano.”
Perfil das dívidas e setores
- Cada empresa inadimplente possuía, em média, 7 contas negativadas.
- A dívida média por CNPJ foi de R$ 23.818,30.
- O ticket médio das dívidas chegou a R$ 3.380,90.
Entre os setores das empresas negativadas, Serviços liderou com 55,2% do total em dezembro de 2025, seguido por Comércio (32,7%), Indústria (8,1%), Primário (0,9%) e Outros (3,1%).
Visão nacional
Regionalmente, o Sudeste concentrou 4,81 milhões de empresas inadimplentes, o equivalente a 53,8% do total nacional. Na sequência apareceram Sul (1,45 milhão), Nordeste (1,37 milhão), Centro-Oeste (784 mil) e Norte (535 mil).
Confira a tabela completa com os dados de inadimplência nas regiões do Brasil: inadimplência regional.
Por exemplo, o grupo de micro e pequenas empresas acumulou R$ 185,4 bilhões em dívidas, representando cerca de 96% das empresas inadimplentes.
Em conclusão, a inadimplência de empresas no Brasil continua a ser um problema grave, com números alarmantes e um impacto significativo na economia. Portanto, é fundamental que as empresas e o governo trabalhem juntos para encontrar soluções para essa crise.
A inadimplência de empresas no Brasil é um problema complexo que requer uma abordagem integral. É necessário que as empresas e o governo trabalhem juntos para encontrar soluções para essa crise.









