A Polícia Civil de Mato Grosso rastreou cerca de R$ 215 mil que teriam sido usados para pagar pela morte do advogado Renato Nery, ocorrida em julho de 2024, em Cuiabá.
A investigação foi realizada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) após autorização da Justiça para quebra de sigilo bancário dos investigados.
A informação foi confirmada ao Mídia Jur pelo delegado Caio Albuquerque.
Execução de advogado: uma lavagem de dinheiro?
Os investigadores conseguiram acompanhar o caminho percorrido pelo dinheiro até chegar aos suspeitos envolvidos no crime.
De acordo com a apuração, a empresária Julinere Goulart Bastos, apontada como mandante do homicídio, fez no dia 4 de março de 2024 transferências que somam aproximadamente R$ 200 mil.
Os valores passaram inicialmente por contas de terceiros, em uma sequência de movimentações usada para tentar esconder a origem e o destino final do dinheiro, o que pode configurar lavagem de dinheiro.
Parte do montante foi usada no dia 5 de março para a compra de um Mercedes-Benz, avaliado em cerca de R$ 115 mil, que foi registrado em nome de um terceiro.
Ainda no mesmo dia, R$ 40 mil foram transferidos para a conta da mãe de Jackson.
O restante do dinheiro foi repassado posteriormente à conta dele, no dia 6 de março.
Os investigadores também identificaram que, no dia 8 de março, Julinere realizou um pagamento direto de R$ 15 mil a Jackson, sem uso de intermediários.
Segundo a Polícia Civil, os valores encontrados nas movimentações bancárias coincidem com os depoimentos de envolvidos no caso.
Um dos investigados também prestou depoimento e confirmou detalhes sobre a forma de pagamento pelo crime, reforçando as informações já obtidas na análise das contas bancárias.
Com base nas provas reunidas até agora, a Polícia Civil concluiu que a morte do advogado Renato Nery foi um crime encomendado.
As investigações já resultaram na prisão de mandantes, intermediários e executores, em um caso que revela a extensão da corrupção no estado.
Outros detalhes não foram divulgados para não comprometer o andamento das diligências.
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Além disso, é importante lembrar que o TJ Mato Grosso tem uma proteção de bens essenciais à atividade rural em recuperação judicial, como mencionado em artigo recente.
Outro caso que merece destaque é a penhora de imóvel de Bosaipo, cuja justiça mantém ação contra ex-deputado, conforme relatado em notícia.
Por fim, é importante mencionar o prazo para trabalhadores da Santa Casa aderirem a desconto que termina em 4 de março, como relatado em notícia.









