Maysa critica dossiê Abilio CPI: espetáculo final?

Vereadora Maysa Leão aponta o dossiê Abilio CPI como um espetáculo político.
Maysa Leão questiona a apresentação tardia do dossiê Abilio CPI.
Tamanho do texto
Ajuste a leitura da página. Suas preferências ficam salvas.
100%
Ouça esta notícia
Clique em Ouvir. Você pode ajustar a velocidade.

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou o dossie Abilio CPI, apresentado pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), na sessão da CS Mobi nesta quarta-feira (24). Ela classificou a ação como um “espetáculo” na reta final da investigação.

Apresentação tardia do dossie Abilio CPI

Segundo Maysa Leão, os documentos foram entregues pelo prefeito a apenas 16 dias do encerramento da CPI. Portanto, ela considera que o possível direcionamento licitatório, ponto levantado no material, é um fato novo e fora do escopo da investigação atual.

“Eu falei isso para ele, eu falei: prefeito, 224 dias depois o senhor chega com uma grande caixa, que poderia ter sido apresentada para nós previamente, num grande espetáculo. São milhares de soluções para 16 dias, o que é impossível”, declarou Maysa Leão nesta quinta-feira (25).

Ademais, a vereadora destacou que o Executivo, representado pelo prefeito, detém o poder de fiscalizar o cumprimento das cláusulas contratuais.

Entenda o contrato e as contrapartidas

Maysa Leão esclareceu que a arrecadação do estacionamento rotativo será revertida para a Prefeitura de Cuiabá após a conclusão do Mercado Municipal. Além disso, o dinheiro do estacionamento já é, de fato, arrecadado pelo Município, que arca com a contrapartida.

“A contrapartida que está no contrato é progressiva. Começa com R$ 654 mil por mês e chega no ápice a 1,94 milhão. Se a gente tiver 3 mil vagas de estacionamento na cidade, a gente subsidia quase esse R$ 1,94 milhão”, explicou, citando os estacionamentos de shoppings como exemplo.

Por outro lado, ela enfatizou que o prefeito deveria dialogar com a CS Mobi para acordar contrapartidas mais benéficas para o município. Como exemplo, mencionou a possibilidade de a empresa ceder um andar do Mercado Municipal para uso exclusivo da Prefeitura.

“Passou da hora de sentar e conversar no gabinete, olhar para Cuiabá, pensar no futuro, desenhar aquilo que é equilibrado e viável e passar para população. Ele gosta das caixinhas de perguntas, abre uma caixinha de perguntas: vocês concordam? Está na hora de decidir e essa decisão cabe só ao Executivo”, concluiu a vereadora.

Calhamaço de documentos e promessas

Abilio Brunini compareceu à oitiva com um volumoso pacote de documentos sobre a fase pré-contratual, levantando suspeitas sobre os trâmites firmados pelo ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Ele ainda garantiu que a CPI da CS Mobi não “terminará em pizza”.

Para mais informações sobre investigações em Cuiabá, acompanhe as notícias em nosso portal, por exemplo, em notícias da CPI da CS Mobi.

Compartilhe :

Veja mais