A Prefeitura de Cuiabá projeta um déficit fiscal municipal de R$ 364 milhões para o final de 2026. No entanto, esta projeção não reflete a atual gestão. Pelo contrário, é resultado de decisões passadas equivocadas.
Dívidas de R$ 472 milhões sem empenho
Entre os exemplos alarmantes está o custeio do transporte público. Em 2024, a previsão de subsídio à AMTU era de R$ 100 milhões. Contudo, o valor real a ser pago ultrapassa os R$ 210 milhões. Isso demonstra um descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ademais, a equipe econômica atual descobriu, em janeiro deste ano, R$ 472,4 milhões em despesas já pagas, mas sem o devido empenho. Portanto, foram assumidas dívidas sem a garantia de recursos para quitação em 2025. Essa situação irregular sobrecarrega as finanças municipais, impactando diretamente o planejamento futuro.
Para 2026, a receita prevista soma R$ 5,3 bilhões, enquanto as despesas chegam a R$ 5,6 bilhões. Consequentemente, o déficit projetado se consolida. A fragilidade fiscal de Cuiabá já foi evidenciada pela Firjan. O município recebeu nota zero no IFGF Liquidez de 2024, indicando falta de caixa para compromissos básicos.
Além disso, um levantamento detalhado revela que, entre 2017 e 2024, as despesas da Prefeitura cresceram 135%. Em contrapartida, a arrecadação avançou apenas 115%. Assim, foram acumulados R$ 518 milhões em déficits financeiros.
Em suma, esse passivo não apenas compromete o presente, mas seus reflexos se estenderão até 2026. O déficit fiscal municipal é um desafio herdado que exige medidas urgentes para reequilibrar as contas públicas.
Para mais informações sobre a saúde financeira do município, consulte:Déficit fiscal Cuiabá: R$ 364 mi em 2026 por dívidas antigas.










