A sessão da CPMI do INSS, nesta segunda-feira (2), foi palco de um acalorado bate-boca entre a deputada federal Coronel Fernanda (PL) e a senadora Leila Barros (PDT-DF). Em certo momento, a tensão aumentou tanto que as parlamentares se levantaram e chegaram a se encarar no plenário.
CPMI do INSS bate-boca: entenda os motivos
O desentendimento teve início durante a votação de pedidos de prisão preventiva para investigados. Coronel Fernanda, visivelmente satisfeita, comemorou: “Aprovamos, aprovamos”. Leila Barros, sentada ao lado, expressou sua indignação, alegando que a base governista também havia aprovado a proposta.
Portanto, as parlamentares elevaram o tom de voz e se levantaram, gerando um confronto direto. Outros membros da CPMI precisaram intervir para apaziguar os ânimos. O clima na casa era de muita tensão.
Deputada Coronel Fernanda se pronuncia após confronto
Após o término da sessão, por volta da meia noite, Coronel Fernanda se manifestou sobre o episódio. “Muitas informações, muitas atividades, clima tenso, mas não vou baixar para ninguém”, declarou em suas redes sociais. Ela reafirmou seu compromisso com a busca por respostas e respeito aos aposentados e pensionistas.
Além disso, a deputada garantiu que não se intimidará com gritos ou ameaças. “Podem continuar contando comigo. Terminou hoje, mas quinta-feira tem mais”, postou, demonstrando firmeza em sua luta.
Pedidos de Prisão na CPMI do INSS em foco
Entre os principais requerimentos aprovados, destaca-se o pedido de prisão preventiva de investigados na operação Sem Desconto. Essa operação, deflagrada em abril pela Polícia Federal e CGU, apura um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
No entanto, para que a prisão seja efetivada, será necessário o aval da Justiça. A operação investiga um possível desvio de bilhões de reais por meio de descontos não autorizados em benefícios, impactando milhares de cidadãos.
Por exemplo, o pedido de prisão ocorreu durante a oitiva do advogado Eli Cohen, um dos primeiros a denunciar o esquema. A votação foi antecipada pelo presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), após questionamentos sobre a inclusão de nomes na lista, como o do ex-ministro da Previdência, Ahmed Mohamad Oliveira Andrade.
Em conclusão, o episódio evidenciou os altos níveis de tensão e divergências dentro da CPMI do INSS, mostrando a complexidade da investigação em andamento. O portal [Portal 163](https://portal163.com.br/) continua acompanhando de perto os desdobramentos.










