Corrupção na delegacia: Delegado e investigador condenados

Delegado e investigador condenados por corrupção na delegacia de Peixoto de Azevedo
Policiais da delegacia condenados por corrupção na delegacia; perda de cargo público e multa.
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O delegado da Polícia Civil Geordan Antunes Fontenelle Rodrigues e o investigador Marcos Paulo Angeli foram condenados, cada um, a 10 anos e 6 meses de prisão, em regime inicial fechado, por crimes de corrupção na delegacia de Peixoto de Azevedo. Além disso, ambos perderam os cargos públicos e deverão pagar 210 dias-multa cada. Esse veredito volta a colocar em debate a corrupção na delegacia, evidenciando falhas no controle interno.

A sentença foi proferida pelo juiz Guilherme Leite Roriz, da 1ª Vara da comarca, nesta quinta-feira (16). Ademais, os empresários Sidney Carlos de Paula e Romildo Queiroz de Souza foram condenados por corrupção ativa a 2 anos e 8 meses de reclusão, com 30 dias-multa cada.

corrupção na delegacia

Conforme a análise do magistrado, as condutas configuram corrupção passiva envolvendo os policiais, destacando que ocorreram dentro da própria unidade e envolveram negociação de atos de ofício. Além disso, o juiz ressaltou que houve divisão de recursos por meio da expressão “fifty-fifty”, reforçando a gravidade do caso.

  • Durante as apurações, diálogos obtidos por captação ambiental autorizada pela Justiça mostraram a divisão do dinheiro, com a expressão “fifty-fifty” para indicar a repartição, reforçando a denúncia de corrupção na delegacia.
  • No primeiro episódio, Geordan e Marcos Paulo teriam pedido R$ 10 mil para permitir que um empresário preso durante a Operação Hermes II permanecesse em alojamento com ar-condicionado, em vez de ser encaminhado à cela comum.
  • No segundo episódio, houve exigência de R$ 9 mil para colocar em liberdade um homem preso por embriaguez ao volante, além da fiança legal de R$ 1 mil, totalizando R$ 10 mil a ser dividido entre os dois.

A decisão também destacou a condenação de perda dos cargos públicos, por incompatibilidade com o exercício da função policial, especialmente diante de crimes cometidos dentro da delegacia.

O caso foi investigado pelo Gaeco, força-tarefa do Ministério Público de Mato Grosso, integrada por representações da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Sistema Socioeducativo.

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