Em uma entrevista exclusiva ao MídiaJur, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), destacou a importância de viabilizar uma solução negociada para as cerca de 500 famílias que vivem nos condomínios Villas das Minas e Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá, e que podem ser despejadas após a venda dos imóveis em leilão.
Segundo o parlamentar, a proposta é construir um acordo direto entre os moradores e a empresa que arrematou os apartamentos, levando em conta a condição financeira de cada família.
“Nós temos condição de fazer uma negociação com os moradores, uma negociação justa, discutindo os aspectos sociais e as condições de pagamento de cada família”, disse Russi.
Condomínios leiloados em Cuiabá: uma solução justa?
Para Russi, a Assembleia deve atuar como intermediadora, junto com o Tribunal de Justiça, para facilitar o diálogo entre os moradores e a empresa que arrematou os apartamentos.
Ele destacou que a solução ideal seria a Prefeitura de Cuiabá adquirir a área, o que depende da capacidade financeira do município.
“Se a prefeitura tiver interesse e recurso para fazer a compra, melhor ainda, problema resolvido. Mas isso depende do município”, disse Russi.
Recentemente, decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), extingiu uma reclamação na corte superior, que continua em andamento na Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Conheça mais sobre o caso e a história dos condomínios leiloados em Cuiabá.
Além disso, o deputado Max Russi também destacou a importância de regularizar os imóveis ocupados há mais de duas décadas, o que não foi feito após a falência da construtora.
“É preciso encontrar uma solução justa e equitativa para todos os envolvidos, incluindo os moradores e a empresa que arrematou os apartamentos”, disse Russi.










