O coronel reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, condenado a 54 anos de prisão por cobrança de propina, segue recebendo o salário de coronel PMDF mesmo estando foragido da Justiça. Além disso, segundo dados do Portal de Transparência do Distrito Federal, neste ano o militar recebeu salário líquido de R$ 25 mil do cargo de coronel, sem nível de função especificado.
Essa continuidade de pagamento acende o debate sobre o controle de remunerações de servidores afastados ou foragidos. Especialistas destacam a importância de cruzar informações entre sistemas de pagamento, cadastros de pessoal e auditorias para evitar distorções semelhantes. Ao mesmo tempo, o Portal de Transparência e as ações de fiscalização ganham relevância para assegurar que recursos públicos não sejam destinados indevidamente.
No mês de junho, Feitosa chegou a receber bonificação de R$ 15 mil, referente a pagamentos eventuais como 13º salário, férias e diárias. Ademais, ele foi aposentado em 2018 por decisão da PMDF. Ao deixar a corporação, recebeu R$ 539.346,69 líquidos em fevereiro do mesmo ano, sendo R$ 200 mil referentes ao pagamento de indenização de férias.
O militar foi preso nesta segunda-feira (3/8) pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Águas Lindas. O ex-coronel da ativa foi preso na Operação Mamon, em novembro de 2017. Segundo as investigações, ele cobrava vantagens indevidas em contratos para manutenção de viaturas da PMDF e burlou procedimentos licitatórios. Além disso, naquele mesmo ano, o militar também havia sido denunciado por crime sexual e embriaguez no local de trabalho. Ele foi o primeiro coronel da ativa a ser preso na história da PMDF.
Conforme dados do Portal de Transparência, a remuneração continuou sendo registrada, o que reforça o debate sobre o controle de pagamentos a servidores afastados e foragidos. Além disso, o caso evidencia a necessidade de maior fiscalização sobre o pagamento de salários de coronel PMDF, mesmo em situação de condenação.
Além disso, embora a reportagem destaque a necessidade de maior transparência, são necessários mecanismos práticos de controle que impeçam pagamentos indevidos durante investigações. Em termos formais, órgãos de controle costumam exigir congelamento automático de salários até a conclusão de apurações, evitando que recursos públicos sejam destinados a indivíduos sob condenação ou foragidos.
- Condenação: 54 anos de prisão por cobrança de propina
- Remuneração atual: salário líquido de R$ 25 mil neste ano
- Bonificação de junho: R$ 15 mil
- Aposentadoria: 2018, com indenização de férias de R$ 200 mil
- Prisões: preso em 3/8 pela CPE de Águas Lindas; envolvimento na Operação Mamon (2017)
Portanto, o caso relembra a importância de acompanhar pagamentos a servidores afastados e foragidos, garantindo transparência e responsabilidade na gestão pública.









