A região de Bom Jesus do Araguaia vive um momento de tensão e medo após a execução de um jovem de 19 anos, identificado como José Inácio de Jesus Brito, que foi levado para um “tribunal do crime” do Comando Vermelho.
No entanto, o que parece ser um cenário de um filme de ação ou suspense é uma realidade cruel e triste para as vítimas e suas famílias.
Conforme a investigação da Polícia Civil, José Inácio e um colega foram até um imóvel conhecido como “Biqueira da Luciana” para comprar drogas, quando passaram a ser interrogados, ameaçados e mantidos em cárcere privado pelos criminosos.
Execução e fuga
Segundo as apurações, os suspeitos verificaram os celulares das vítimas e encontraram uma fotografia interpretada como possível ligação com uma facção rival.
Após isso, um homem apontado como “disciplina” do Comando Vermelho foi acionado para decidir o destino das vítimas.
Leia também: Outros crimes no Comando Vermelho
Os suspeitos decidiram levar as vítimas até as margens da BR-158, onde José Inácio foi executado com um disparo na cabeça.
O outro rapaz conseguiu fugir por uma área de lavoura enquanto os criminosos efetuavam disparos.
Ao que parece, a facção está impondo controle territorial e intimidação na região da Vila Planalto.
Prisão e investigação
Após a denúncia, equipes da Delegacia de Ribeirão Cascalheira e da Polícia Militar iniciaram buscas e conseguiram prender uma mulher de 40 anos e dois homens, de 35 e 28 anos, apontados como participantes diretos do crime.
Os suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado consumado, homicídio qualificado tentado, tráfico de drogas, fraude processual e integração de organização criminosa ultraviolenta.
A Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no crime.
Além disso, os policiais apreenderam drogas embaladas para venda, celulares danificados e outros materiais relacionados à investigação.
Um dos suspeitos, apontado como “disciplina” da facção em Bom Jesus do Araguaia, tentou destruir o próprio celular ateando fogo no aparelho para dificultar a produção de provas.










