A cesta básica menor valor do ano foi registrada na primeira semana de outubro em Cuiabá, impulsionada principalmente pela forte queda no preço do tomate. Essa retração de 14,92% no valor do tomate contribuiu significativamente para o resultado.
Cesta básica menor valor renova recorde
Assim, a variação semanal da lista de mantimentos foi de -1,16%, alcançando um custo médio de R$ 776,83. Apesar disso, a média atual ainda se encontra 4,54% acima do mesmo período do ano passado. No entanto, é importante notar que este índice está abaixo do acumulado da inflação nos últimos 12 meses.
O tomate, item chave na formação do preço, tem apresentado uma queda acentuada nas últimas duas semanas, com o quilo custando, em média, R$ 4,82 em outubro. Dessa forma, o valor atual está 3,30% superior ao registrado no mesmo período de 2024.
A redução expressiva no preço do tomate está diretamente ligada às temperaturas mais elevadas recentes, que aceleraram seu amadurecimento e, consequentemente, aumentaram a oferta no mercado. Além disso, o leite também registrou queda de 1,87%, chegando a R$ 6,80 o litro, em média.
Com isso, o preço atual do leite está 5,75% inferior ao de 2024, o que pode ser atribuído tanto ao aumento da oferta quanto à diminuição dos custos de produção nas regiões produtoras. A cesta básica menor valor reflete essas dinâmicas.
Segundo Wenceslau Júnior, presidente da Fecomércio-MT, fatores estruturais na cadeia agrícola e a redução nas exportações colaboram para a queda dos preços. “A baixa nas exportações também parece contribuir, ampliando a oferta interna de alimentos e colaborando para a queda de preços de alguns itens, como o arroz”, explicou.
O arroz, por exemplo, diminuiu 2,40% em relação à semana anterior, atingindo R$ 5,27 o quilo. Anualmente, o valor está 25,66% menor. A alta produção, a falta de demanda e a diminuição das exportações parecem pressionar o preço para baixo. Portanto, essa situação impacta diretamente a cesta básica menor valor.
Em conclusão, o início de outubro marcou uma nova queda na cesta básica, renovando o recorde de menor valor do ano. Essa retração nos preços dos alimentos, que deixam de ser os itens de maior impacto inflacionário, favorece o consumo das famílias cuiabanas e aponta perspectivas positivas. Para mais notícias em tempo real, acesse a nossa seção de economia.










