Caseiro revela detalhes: advogado aponta pena de até 25 anos

Caseiro revela detalhes no caso Renato Nery durante júri, advogado estima pena de 20 a 25 anos.
caseiro revela detalhes sobre o planejamento do crime, influenciando o júri e as expectativas de pena.
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Assistente de acusação e amigo da família de Renato Nery, o advogado Walmir Cavalheri afirmou que existe a expectativa de que o caseiro revela detalhes sobre quem determinou e articulou o assassinato. Alex Roberto, executor dos tiros que mataram Renato Nery, passa por júri popular nesta quarta-feira (15).

“Seria importante que ele fizesse algumas revelações, porque isso poderia até abrandar a quantidade de pena que ele certamente vai levar”, afirmou Cavalheri.

No entanto, a acusação está preparada caso o réu tente assumir integralmente a autoria do crime. Nos últimos dias, está sendo cogitado que ele assuma o crime sozinho.

“A acusação está preparada, mesmo porque não existe nenhuma comprovação de que ele teve qualquer contato com os mandantes. O mandante saiu de uma cidade a cerca de 250 quilômetros de Cuiabá e não existe nenhuma comprovação de que, pelo menos antes do crime, ele tenha estado nessa cidade ou que essas pessoas tenham vindo a Cuiabá e se encontrado com ele. Não existe prova nenhuma disso”, frisou.

O advogado também disse acreditar que o julgamento será concluído ainda nesta quarta-feira e estimou, pela sua experiência, a pena que o acusado deve pegar. “É um crime que apenas sai de 12 anos. Aí vem porte ilegal de arma, como ele não é policial, arma de uso restrito. Eu espero que esteja em torno de 20 a 25 anos.”

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Segundo a investigação, o assassinato do advogado Renato Nery foi planejado pela empresária Julinere Goulart Bastos e pelo marido dela, o produtor rural Cesar Jorge Sechi, motivados por uma disputa de terras em Novo São Joaquim (a 480 km de Cuiabá).

O casal teria contratado terceiros para executar o crime, utilizando uma pistola com munições de uso oficial, obtida por meio de um esquema criminoso que envolveria policiais militares. Renato Nery foi atingido por nove disparos em plena luz do dia, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em frente ao escritório onde trabalhava. Um dos tiros atingiu a cabeça da vítima, que morreu no dia seguinte, após passar por cirurgia.

O Ministério Público aponta que o homicídio foi cometido por motivo torpe, ligado a vingança e interesses financeiros relacionados à disputa fundiária.

Além dos supostos mandantes, também respondem ao processo os policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Heron Teixeira Pena Vieira e Ícaro Nathan Santos Ferreira, apontados como intermediadores do crime.

Além disso, caseiro revela detalhes. Caso surgirem novas informações, caseiro revela detalhes.

Mais detalhes sobre o caso podem ser consultados no Portal163: Portal163.

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