Caseiro nega contratação; R$ 200 mil motivou crime

Imagem sobre o caso: depoimento do caseiro envolvendo pagamento de R$ 200 mil que motivou o crime contra advogado.
Depoimento indica que a quantia de R$ 200 mil foi citada como motivação para o assassinato do advogado Renato Nery.
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O caseiro e montador de móveis Alex Roberto de Queiroz Silva confessou, durante depoimento no Tribunal do Júri nesta quarta-feira, que foi o responsável por executar o advogado Renato Gomes Nery, ex-presidente da OAB-MT, em julho de 2024. Em depoimento, ele afirmou que decidiu cometer o crime após ouvir o sargento da Polícia Militar, Heron Teixeira Pena Vieira, comentar que havia pessoas dispostas a pagar R$ 200 mil pela morte do advogado. No entanto, ele negou ter sido contratado para executar o crime.

R$ 200 mil

Portanto, segundo Alex, na época enfrentava problemas financeiros, acumulava dívidas e sofria ameaças de agiotas. Além disso, o réu afirmou que a proposta surgiu durante um churrasco na companhia de Heron, envolvendo o pagamento de R$ 200 mil.

“Eu estava endividado, sofrendo pressão de agiotas. Estava em um churrasco com o Heron quando foi falado que estavam querendo matar ele”, relatou.

Alex afirmou que, após ouvir a conversa, pesquisou quem era Renato Nery e, dois dias depois, decidiu executar o advogado. “Falaram que estavam querendo matar ele pelo valor de R$ 200 mil e aí eu fui lá e matei o advogado. Depois falei para ele que matei o advogado e ele falou que ia cobrar o pessoal”, declarou.

O acusado disse ainda que recebeu cerca de R$ 100 mil pelo assassinato. O valor chegou a ele “de maneira picada”, das mãos do sargento Heron. O executor negou ter tratado do crime com os policiais militares Ícaro Nathan Santos Ferreira e Jackson Pereira Barbosa, também denunciados pelo MPMT.

Durante o interrogatório, Alex afirmou que chegou a desistir da execução na véspera do crime. “Um dia antes, eu fui lá e arrependi e fui embora. Mas aí estava sendo ameaçado e, no outro dia, fui cometer o crime”.

Alex também revelou que a arma utilizada no homicídio foi alugada por R$ 1,5 mil de um integrante do Comando Vermelho. “Aluguei essa arma por R$ 1,5 mil de um vizinho, integrante do Comando Vermelho. Só sei o apelido dele, que era Rampa”, colocou. Segundo o réu, após a execução, a arma foi devolvida ao proprietário.

Moto foi escondida em chácara cedida por policial. Ainda em depoimento, Alex contou que escondeu a motocicleta utilizada no crime em uma chácara disponibilizada pelo sargento Heron Teixeira Pena Vieira. “Depois que minha mãe faleceu, eu não queria mais ficar na casa. Aí o Heron ofereceu a chácara para eu ficar”, explicou.

O julgamento de Alex Roberto de Queiroz Silva prossegue no Fórum de Cuiabá. Além dele, outras pessoas respondem ao processo pela suposta participação no homicídio, entre elas o sargento Heron Teixeira Pena Vieira, acusado pelo Ministério Público de intermediar a contratação do executor, além de empresários apontados como mandantes da execução.

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