Um aposentado de Várzea Grande, região de Mato Grosso, foi vítima de uma armadilha bancária quando procurou um empréstimo consignado tradicional. Porém, acabou aderindo a um cartão de crédito consignado, modalidade que tem juros mais altos e faz a dívida crescer com o tempo.
Segundo o processo, o banco desconta apenas o valor mínimo da fatura todos os meses, com isso, os juros continuam sendo aplicados sobre o saldo restante, o que aumenta a dívida.
O aposentado afirmou que nunca recebeu o cartão físico, não fez compras nem saques, mas mesmo assim os descontos continuaram aparecendo em seu contracheque.
Cartão consignado: uma opção não tão popular
Na decisão, o relator do caso, desembargador Dirceu dos Santos, destacou que o banco não conseguiu provar que explicou corretamente ao cliente qual tipo de contrato estava sendo firmado. “Não se pode dizer, indene de dúvidas, que a parte autora tinha ciência de que estava firmando um contrato de cartão de crédito consignado”, afirmou o magistrado.
Além disso, o relator apontou que é pouco comum um aposentado escolher um cartão de crédito, que é a opção mais cara, quando existe a alternativa do empréstimo consignado tradicional, com juros menores.
Com a mudança do contrato, a dívida será recalculada usando as taxas do empréstimo consignado tradicional. O banco também terá de devolver os valores cobrados indevidamente.
Para evitar situações semelhantes, é importante pesquisar sobre as condições do empréstimo antes de assinar o contrato. Além disso, é fundamental verificar se o banco está oferecendo a opção correta para o seu perfil financeiro.
Confira também nossa reportagem sobre empréstimo consignado tradicional e aprenda mais sobre as suas vantagens e desvantagens.
A decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um lembrete de que é importante estar atento às armadilhas financeiras e a qualquer malfeito que os bancos possam praticar contra os clientes, em especial os mais vulneráveis como aposentados, em conclusão, é fundamental entender os mecanismos de empréstimos consignados e não se deixar levar por prazeres de consumo.









