Barbie facção Juína: Justiça mantém prisão de traficante em Mato Grosso
A Barbie facção Juína permanece atrás das grades. O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu nesta terça-feira (2) por manter a prisão preventiva de Thayna dos Santos Vale. Ela foi presa em junho deste ano durante uma operação policial em Juína, cidade a 737 km da capital. Essa medida visa garantir a ordem pública e a instrução processual.
Operação Desarticula Ponto de Tráfico em Juína
A ação policial em Juína, que resultou na detenção da Barbie facção Juína, desarticulou um ponto de venda de drogas. Durante a operação, oito suspeitos foram presos em flagrante. Thayna, conhecida como “Barbie”, é apontada como peça chave na estrutura do Comando Vermelho.
A investigação começou após denúncias sobre a atividade de uma boca de fumo no Bairro Módulo 05. O local estaria ligado a uma facção criminosa. Ao chegarem, os policiais flagraram a movimentação típica de tráfico no imóvel.
Entre os detidos estava Kleryston Cleverson Oliveira Maia, com passagens por homicídio e tráfico. Ele foi encontrado com 11 porções de cocaína pura, além de estar se relacionando com uma adolescente de 14 anos. A gravidade dos atos é inegável.
O Papel da “Barbie” na Organização Criminosa
Thayna Vale, a Barbie facção Juína, tentou descartar porções de pasta base de cocaína no quintal e quebrou seu próprio celular. No interior da residência, os policiais encontraram 79 porções de pasta base de cocaína, 11 de maconha, além de sementes, balança de precisão e outros aparelhos celulares. A quantidade de drogas apreendidas demonstra a dimensão do esquema.
O relatório policial indica que Thayna integrava um grupo de WhatsApp restrito a lideranças do Comando Vermelho. Ela usava o codinome “Barbie” e atuava como “Disciplina”, responsável por apoio logístico e operacional da facção em Juína. Sua prisão impede a continuidade de atividades criminosas.
Defesa e Decisão Judicial
A defesa de Thayna solicitou a revogação da prisão preventiva, argumentando desnecessidade. Contudo, o juiz negou o pedido. Ele fundamentou sua decisão na persistência de indícios de autoria e materialidade dos crimes de integrar organização criminosa e tráfico de drogas. A decisão se baseia em fortes evidências.
Ademais, o juiz ressaltou que a gravidade dos fatos e o provável vínculo estável de Thayna com a facção tornam medidas cautelares alternativas insuficientes. Com a manutenção da prisão, o processo segue para a fase de instrução. Em conclusão, a Justiça agiu para coibir a atuação criminosa.










