Justiça marca audiência de instrução em Cuiabá

Imagem de audiência de instrução em Cuiabá, com juíza, investigadores e defesa no tribunal
Decisão antecipa depoimentos para preservar a memória das testemunhas na audiência de instrução em Cuiabá
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A Justiça de Mato Grosso marcou para o dia 13 de agosto a audiência de instrução da ação penal que apura o assassinato do policial aposentado Gilson Santos da Silva, morto a tiros em março de 2017, no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá. Na decisão, a juíza Helícia Vitti Lourenço, da 12ª Vara Criminal da Capital, determinou a produção antecipada das provas em relação ao corréu Wangles Nobre Marinho de Lima, que continua foragido, e manteve o andamento do processo contra Erlando Pereira de Araújo.

Os dois são acusados pelo Ministério Público de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, o Ministério Público sustenta que as qualificadoras estão presentes no caso, conforme registrado na denúncia.

  • Corréu foragido: Wangles Nobre Marinho de Lima, citado por edital e com processo suspenso.
  • Réu: Erlando Pereira de Araújo, que confessou o crime.

A magistrada analisou a resposta apresentada pela defesa de Erlando e entendeu que não há elementos para absolvição sumária ou para o encerramento da ação penal. Portanto, determinou o prosseguimento do processo e marcou a audiência de instrução para agosto, quando serão ouvidas as testemunhas e, depois, o interrogatório do criminoso.

Em relação a Wangles, a situação é diferente. Ele nunca foi localizado para citação pessoal, foi citado por edital e teve o processo e o prazo prescricional suspensos. No entanto, a juíza entendeu que não seria prudente aguardar sua localização para colher os depoimentos das testemunhas.

audiência de instrução

Na decisão, Helícia Vitti Lourenço destacou que o crime ocorreu há quase dez anos e que o longo intervalo de tempo pode comprometer a qualidade da prova oral. “O desgaste natural da memória das testemunhas justifica a antecipação da produção das provas, principalmente porque dois dos depoentes são investigadores da Polícia Civil que atuam diariamente na apuração de diversos crimes, circunstância que pode dificultar a lembrança precisa dos fatos”, escreveu.

A Defensoria Pública foi nomeada para representar Wangles durante essa fase processual, garantindo o contraditório e a ampla defesa.

A decisão também determina a renovação do mandado de prisão preventiva expedido contra Wangles, com verificação de sua inclusão no BNMP 3.0 e encaminhamento da ordem à Delegacia de Polinter para novas diligências visando à captura.

Para mais detalhes, leia no Portal 163.

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